Mourão diz que Brasil não pode fugir da questão climática

Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, Bolsonaro disse a CEOs que Brasil não deixará Acordo de Paris

Talita Fernandes
Brasília

O presidente interino, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira (22) que o Brasil não pode fugir da questão ambiental. 

"Às vezes alguns ruídos acontecem, mas a gente não pode fugir desta questão ambiental, do clima. O presidente tem plena consciência disso e deixou claro isso no discurso dele", afirmou Mourão ao ser questionado se o Brasil vai deixar o Acordo de Paris.

Hamilton Mourão sorri e faz sinal de positivo com a mão
O presidente da república em exercício General Hamilton Mourão deixa o gabinete da vice presidência, no anexo do Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress

Mourão foi perguntado sobre o tema devido ao discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro em Davos, na abertura do Fórum Econômico Mundial. 

Em sua primeira viagem internacional como presidente, Bolsonaro falou a uma plateia que reúne a elite política e econômica global. Ele, que durante a campanha falou em sair do Acordo de Paris, a exemplo do que fez Donald Trump, fez uma menção tímida sobre as questões ambientais.

Contudo, em um encontro com CEOs em Davos, Bolsonaro afirmou que não retirará o Brasil do acordo climático.

"Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país tem tantas florestas como nós", afirmou Bolsonaro. O presidente disse ainda que seu governo tem como objetivo compatibilizar preservação com desenvolvimento necessário e sugeriu que os críticos têm muito a aprender com ele.

Mourão elogiou o discurso presidencial na Suíça. 

"Excelente, maravilhosas as palavras do presidente. De acordo com tudo aquilo que estamos pensando e buscando para inovar no nosso país, que a gente tenha um rumo melhor e que a gente chegue aos nossos objetivos. Vocês têm que lembrar que nossos objetivos são que todo brasileiro tenha escola, tenha acesso à saúde, ande na rua com segurança, tenha emprego e renda", disse.

Segundo o presidente interino, não faltou detalhamento na fala do presidente e isso deve ser feito no Congresso.

Bolsonaro frustrou as expectativas de que ele aproveitaria o quorum qualificado do Fórum para detalhar a agenda de reformas que pretende imprimir em seu governo. Ele deixou de fora de sua fala, por exemplo, uma apresentação mais clara de qual reforma da Previdência pretende apresentar ao Legislativo.

"O detalhamento é particular, né? Lá o cara fala no geral. O detalhado é quando vai discutir com o Congresso", afirmou.
 

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