Macron pede união de potências para dar resposta a 'apelo da floresta'

Presidente francês fala em mobilização junto com países da Amazônia

Biarritz (França) | AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu a todos os seus parceiros do G7 que ajam em conjunto em favor da Amazônia e trabalhem juntos para resolver grandes conflitos e para evitar as guerras comerciais, em mensagem endereçada a Donald Trump.

Em um discurso de dez minutos na televisão, pronunciado algumas horas antes do início da cúpula, Macron pediu "uma resposta ao apelo da floresta e ao apelo do oceano", apesar dos "desacordos sobre o clima" com os Estados Unidos.

O presidente da França, Emmanuel Macron, em pronunciamento
O presidente da França, Emmanuel Macron, em pronunciamento - AFP

"Vocês sabem das discordâncias entre alguns países, especialmente com os Estados Unidos", disse ele. "Mas quero que este G7 seja útil e, por isso, temos que responder ao apelo do oceano e ao apelo da floresta que está queimando hoje na Amazônia de uma forma muito concreta", declarou a partir do farol de Biarritz.

"Estamos todos preocupados. A França está provavelmente ainda mais do que outros em torno desta mesa, já que somos amazônicos", disse, em referência à Guiana Francesa. "Assim, sobre a Amazônia, vamos lançar não só um apelo, mas uma mobilização de todas as potências" presentes em Biarritz, "em parceria com os países da Amazônia, para lutar contra esses incêndios e investir em reflorestamento", acrescentou o chefe de Estado.

Ele também disse desejar "convencer todos os nossos parceiros de que as tensões comerciais são ruins para todos".

Além da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o presidente americano Donald Trump ameaçou taxar os vinhos franceses em retaliação à taxação dos gigantes digitais americanos. 

"Provavelmente não teremos sucesso em tudo e não me culpem se não tivermos sucesso às vezes", concluiu Emmanuel Macron, dirigindo-se igualmente aos opositores do G7 reunidos a poucos quilômetros de distância.

"Eu realmente quero pedir calma. Temos desentendimentos. Mas acho que os grandes desafios que são nossos, o clima, a biodiversidade, a transformação tecnológica, as preocupações em nossa sociedade, a luta contra as desigualdades, essa insegurança que está em todo lugar no mundo, devemos resolvê-los atuando juntos", afirmou.

​Macron e Trump encontraram-se em Biarritz para um almoço improvisado antes da reunião do G7, para amenizar diferenças entre os líderes. Na sexta-feira (23), Trump ameaçou taxar vinhos franceses em retaliação à tributação de gigantes digitais americanos.

Os presidentes também conversaram sobre o conflito sírio, a tensão entre Washington e Teerã e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Donald Trump e Emmanuel Macron econtraram-se para um almoço antes do início do G7
Donald Trump e Emmanuel Macron encontraram-se para um almoço antes do início do G7 - Carlos Barria/Reuters
 
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