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Jornalista, foi repórter da Sucursal de Brasília. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA).

Senado avança em discussão de CPI para investigar ataque golpista

Cúpula do Congresso considera grande a chance de comissão para apurar responsabilidades a partir de fevereiro

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A cúpula do Senado e líderes partidários avançaram nas conversas para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os responsáveis pelos ataques golpistas de domingo (8), em Brasília.

Integrantes da Casa afirmam que são grandes as chances de funcionamento da comissão a partir de fevereiro, depois da posse dos 27 senadores eleitos em outubro passado. Se a CPI fosse instalada antes disso, ela teria que ser encerrada ao fim da legislatura atual, em 1° de fevereiro.

O assunto foi discutido numa reunião nesta segunda-feira (9) com o presidente em exercício do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Ele informou que um requerimento de CPI de autoria da senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) já tem o número mínimo de assinaturas para ser protocolado.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), participa das discussões sobre a instalação da CPI. Aliados afirmam que ele concorda com a investigação. Cabe ao presidente do Senado determinar a instalação dessas comissões, e Pacheco disputará a reeleição ao comando da Casa em fevereiro.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também se reuniu com líderes partidários nesta segunda para discutir as reações da Casa aos ataques. Alguns deputados também têm interesse na instalação de uma investigação sobre os golpistas.

Além do requerimento de Soraya Thronicke, há um pedido de abertura de CPI formulado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O objetivo dos senadores é responsabilizar manifestantes extremistas e autoridades que possam ter colaborado com a realização dos ataques. Uma das inspirações é a comissão aberta pelo Congresso americano para investigar a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Renan, que foi o relator da CPI da Covid no Senado em 2021, afirma que a investigação deve mirar financiadores dos atos, militares que impediram que os acampamentos golpistas fossem desmontados e autoridades do governo do Distrito Federal que teriam facilitado a invasão.

"Não dá para ser tolerante com esses intolerantes", diz o senador.

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