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Julio Wiziack é editor do Painel S.A. e está na Folha desde 2007, cobrindo bastidores de economia e negócios. Foi repórter especial e venceu os prêmios Esso e Embratel, em 2012

CVM abre processo contra gestor por suposta falta de reputação ilibada

OUTRO LADO: Em sua defesa, Vladimir Timerman afirma que acusações feitas por ele não foram devidamente investigadas

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Brasília

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu um processo que pode retirar do mercado financeiro Vladimir Timerman, dono da Esh Capital, porque, supostamente, ele não tem "reputação ilibada".

Timerman se tornou conhecido por travar disputas societárias públicas, fazendo críticas ferozes em suas redes sociais contra gestores cujas ações prejudicaram empresas onde a Esh possui investimento.

Painel com os resultados intraday da B3, a bolsa brasileira - Amanda Perobelli - 19.out.21/Reuters

Em todos os casos, os criticados ingressaram com ações judiciais, acusando-o de calúnia, difamação e até perseguição.

Entre eles estão o empresário Nelson Tanure e o gestor Daniel Alberini, da CTM Investimentos.

Em sua defesa à CVM, Timerman diz que a autarquia —responsável pelo funcionamento do mercado de capitais— abriu um procedimento de cancelamento de seu registro "em menos de três horas", sem que houvesse a devida apuração da disputa societária entre um fundo gerido pela Esh Capital e o controlador e administradores da Gafisa.

Outro processo mencionado pela CVM se refere às críticas feitas por Timerman em suas redes sociais a Daniel Alberini, gestor da CTM Investimentos.

Nelas, Timerman levantou suspeitas de manipulação de mercado por meio de posições de fundos da CTM em papéis da varejista Mobly. A gestora é uma das principais acionistas da companhia.

Alberini relacionou as críticas feitas por Timerman à queda de 24% nas ações da Mobly à época, que passaram a ser negociadas abaixo de R$ 4.

Os sucessivos ataques levaram Alberini à Justiça contra Timerman pela suposta prática dos crimes de difamação e injúria. Também houve pedido para uma investigação de crime de perseguição.

Como noticiou o Painel S.A., o processo foi arquivado. Na decisão, o juiz Fabrizio Reali Zia afirmou não haver elementos que comprovem a intenção de Timerman ao defender seus interesses de negócio em críticas feitas em suas redes sociais.

No caso de Tanure, o processo ainda está em curso.

Na CVM, Timerman pede que a autarquia apure se Tanure é o controlador da Gafisa por meio de acionistas minoritários, que atuariam em conjunto com o empresário.

O julgamento de Tanure, que também teve um processo sancionador aberto, já foi adiado e ainda não tem nova data.

"Em qualquer procedimento administrativo, em especial no âmbito de um gravíssimo processo de descredenciamento, é necessário que antes da instauração se apure, com objetividade zelo e comedimento os fatos", escreve o gestor.

"Tal exigência não se coaduna com o açodamento de sequer ter sido apurada a origem da disputa, o conteúdo das notícias e decisões judiciais, aviltando os princípios constitucionais e legais da razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa."

Consultada, a CVM informa que os processos estão em curso e que não comenta casos específicos.

Com Diego Felix

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