Siga a folha

Descrição de chapéu Obituário Sylvia Jubran Racy (1927 - 2018)

Mortes: Paixão por cavalos na infância, seguiu pela vida de Sylvia

Sylvia Racy colecionou medalhas na modalidade de adestramento

Continue lendo com acesso ilimitado.
Aproveite esta oferta especial:

Oferta Exclusiva

6 meses por R$ 1,90/mês

SOMENTE ESSA SEMANA

ASSINE A FOLHA

Cancele quando quiser

Notícias no momento em que acontecem, newsletters exclusivas e mais de 200 colunas e blogs.
Apoie o jornalismo profissional.

São Paulo

Nos dias em que tinha provas de adestramento, a amazona Sylvia Jubran Racy costumava colocar os filhos no carro e seguir concentrada para o local. Enquanto dirigia, repassava, em voz alta, todas as letras e movimentos que teria que executar na pista.  
 
A modalidade mais clássica do hipismo é como um balé. Técnico e racional, exige que o atleta execute de memória passos definidos pelo regulamento do esporte, em sequências preestabelecidas e andaduras naturais, como passo, trote e galope. Tudo isso enquanto mantém seu cavalo calmo e à vontade na pista. 
 
Filha de fazendeiro, natural de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, Sylvia aprendeu a montar e a estar perto dos cavalos desde criança. Virou a grande paixão de sua vida. 

Com o tempo, associou-se ao tradicional Clube Hípico de Santo Amaro, na capital, e passou a colecionar prêmios paulistas e nacionais na prateleira. Chegou perto de representar o país na Olimpíada de Munique, em 1972.
 
Sylvia herdou muito da mãe, a libanesa Odete, filha de um médico que havia sido governador em uma província no seu país natal, cuja casa não tinha espaço para o conservadorismo. 
 
Nos anos 1920, recém-chegada ao Brasil, Odete aprendeu por conta própria a atirar, dirigir (coisa rara naqueles dias) e educar três filhos sozinha, na cidade, enquanto o marido cuidava da fazenda. 
 
A filha Sylvia repassou o mesmo espírito de independência e liberdade para os cinco filhos que teve com Syrio Simão Racy. No último dia 27 de novembro, aos 91 anos, Sylvia morreu por falência múltipla dos órgãos. 
 
“Ela era uma pessoa otimista e extremamente liberal. Nos ensinou que, para conseguir a felicidade, você pode fazer o que quiser”, conta o filho Sylvio. 


coluna.obituario@grupofolha.com.br

Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missas


Receba notícias da Folha

Cadastre-se e escolha quais newsletters gostaria de receber

Ativar newsletters

Relacionadas