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Descrição de chapéu Brics

Força Aérea da China tira do ar propaganda acusada de usar imagens de filmes americanos

Internautas notaram semelhança do vídeo com trechos de obras como 'Transformers' e 'Guerra ao Terror'

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São Paulo

A Força Aérea chinesa tirou do ar nesta terça-feira (22) um vídeo que aparentemente usou trechos de filmes de ação de Hollywood. Intitulado “O Deus da Guerra H-6K Parte para o Ataque!”, a propaganda entrou no ar no sábado (19) no Weibo, rede social chinesa similar ao Twitter.

O registro traz uma representação estetizada da preparação e pilotagem do Xian H-6K, o modelo mais recente do avião bombardeiro usado pelo país asiático. As imagens mostram um ataque simulado ao que parece ser a base aérea americana em Guam, no Pacífico.

Na parte de cima, trecho do vídeo divulgado pela Força Aérea chinesa; abaixo, base aérea norte-americana em Guam - Reprodução/Força Aérea Chinesa e Google Earth

Rapidamente, internautas notaram uma semelhança atípica entre as imagens de explosões mostradas na peça e trechos de filmes como “Transformers: A Vingança dos Derrotados” (2009), “Guerra ao Terror” (2008) e “A Rocha” (1996). Comparações visuais publicadas na internet entre os frames dos filmes e o vídeo chinês evidenciam uma edição leve do material original.

No Weibo, o vídeo original (veja abaixo) foi visto 4,7 milhões de vezes antes de ser tirado do ar. A ironia de usar cenas de filmes de Hollywood para reforçar a rivalidade contra os Estados Unidos foi alvo de críticas e comentários debochados nas redes.

O gancho da publicação do vídeo foi o sobrevoo recente do H-6K no estreito de Taiwan, que separa a China da ilha, como parte de um exercício militar. Alvo de disputa geopolítica há séculos, Taiwan é uma província autônoma que a China considera parte de seu território.

A base aérea de Guam, mostrada na peça, tem importância estratégica para os EUA. Ela é tida como o alvo prioritário para um eventual ataque da China ao país no caso de tensões entre Washington e Pequim.

Território americano, Guam é uma ilha no Pacífico relativamente próxima da costa chinesa (cerca de 3.000 quilômetros). Na terça-feira (22), o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o português António Guterres, disse na abertura da Assembleia Geral da entidade que “devemos fazer de tudo para evitar uma nova Guerra Fria” e que “estamos avançando em uma direção muito perigosa”.

“Nosso mundo não pode permitir um futuro em que as duas maiores economias dividam o globo em uma grande fratura —cada uma com suas próprias regras comerciais e financeiras e capacidades de internet e de inteligência artificial”, afirmou, sem citar nominalmente a China ou os EUA.

Numa mensagem gravada com antecedência e transmitida na Assembleia, o dirigente chinês, Xi Jinping, declarou que Pequim “não tem qualquer intenção de lutar uma guerra quente ou fria contra algum país”.

“Vamos continuar a diminuir as diferenças e resolver disputas por meio do diálogo e da negociação”, afirmou. “Não iremos buscar apenas o nosso próprio desenvolvimento ou praticar um jogo de soma zero.”

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