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02/12/2012 - 00h02

Juan Enrique Díaz Bordenave (1926-2012) - Educador e comunicador paraguaio

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ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

O paraguaio Juan teve um filho mexicano, uma costa-riquenha, dois peruanos e dois brasileiros. Pedagogo, educador e comunicador, rodou a América Latina a trabalho.

Juan Enrique Díaz Bordenave nasceu em Encarnación. Estudou engenharia química na Argentina e no Chile, mas a carreira não satisfazia suas aspirações. Também tentou seguir o sacerdócio antes de encontrar a vocação no curso técnico de agronomia.

Concluídos os estudos, tornou-se pequeno agricultor no Paraguai. Em 1954, foi contratado para fazer um material informativo para trabalhadores rurais e acabou enveredando para a comunicação.

Nos EUA, concluiu mestrado em jornalismo agrícola e PhD em comunicação. Em 1956, foi contratado pelo instituto de cooperação para a agricultura da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Passou por vários países antes de vir para o Brasil, em 1968. A mulher, a tradutora brasileira Maria Cândida, ele conhecera em 1954, nos EUA.

Defendia a pedagogia problematizadora, em que se valoriza o processo de transformação do real pelo aluno.

Autor, entre outros, de "O Que É Comunicação" (Brasiliense), foi professor visitante em cursos de pós-graduação. Depois de 22 anos na OEA, tornou-se consultor.

Católico, participou de um grupo de oração criado por Frei Betto. Em 2002, voltou ao Paraguai, pois sentia que tinha de servir ao próprio país.

Era simples, humilde e perspicaz, como conta o filho Chico Díaz, ator. Fazia móbiles e queria voltar a pescar.

Debilitado por uma pneumonia, morreu na quinta (22), aos 86. Deixa nove netos.

coluna.obituario@uol.com.br

 

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