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Estudante diz que foi estuprada dentro da estação Sacomã do metrô

Metrô diz que não foi identificada nenhuma imagem do caso relatado

Alfredo Henrique
São Paulo | Agora

Uma estudante de relações internacionais de 18 anos afirma que foi estuprada dentro da estação Sacomã, na linha 2-verde do metrô paulista, na noite de quarta (22), quando ia para a faculdade. Segundo o relato da jovem, o acusado, ainda não identificado, ameaçou-a com uma arma de fogo e a levou para “um canto” da estação. “Ele chegou a penetrar minha filha uma vez”, afirmou a mãe da estudante, uma analista de sistemas de 46 anos.

O Metrô reitera que não está medindo esforços para colaborar com as investigações policiais e afirma que todas as gravações das câmeras do circuito interno de segurança da estação estão sendo analisadas e, até o momento, não foi identificada nenhuma imagem do caso relatado.

Estação Sacomã do Metrô, em São Paulo - Tercio Teixeira/Folhapress

A mãe afirma que a garota chegou por volta das 18h à estação e, quando ia comprar um bilhete, foi abordada pelo criminoso em um dos guichês. Ela não deu atenção e foi embarcar, diz a mãe.

A estudante contou que, quando já estava na plataforma, não embarcou na primeira composição que viu. Enquanto aguardava o próximo, segundo a mãe, o criminoso a abordou novamente, mostrando uma arma de fogo. Depois, levou a vítima até uma área mais vazia e a estuprou.

O homem parou de violentar a estudante, ainda segundo a analista, porque o abuso estava “chamando a atenção de pessoas”. “Quando ele terminou [o estupro], virou para minha filha e disse para ela: ‘agora você vai ir estudar’”, acrescentou a mãe da vítima.

A universitária disse que foi acompanhada pelo homem até a estação São Joaquim, da linha 1-azul.

Segundo o relato da mãe, ele desembarcou com a vítima, caminhou com ela até um quarteirão de distância da faculdade onde a universitária estuda, e fugiu.

A Secretaria da Segurança Pública, da gestão Márcio França (PSB), afirmou que “está em andamento” o registro sobre o estupro na 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). “[A] Polícia Civil vai instaurar inquérito policial e imagens das câmeras de segurança foram solicitadas ao Metrô”, diz trecho de nota.

A assessoria de imprensa do Metrô diz contar com uma "ampla rede para prevenir em seu sistema casos de abuso e todas as outras formas de violência, além de acolher as vítimas, através de mais de 3.000 agentes seguranças e de estação preparados para atuar nessas situações".

Uma mão segura um celular Samsung com uma imagem na tela, print de uma story do Instagram com vários relatos dos supostos ataques na região da Vila Mariana, escritos em cores diferentes
Em mensagens nas redes sociais, mulheres compartilham alertas sobre supostos estupros na região das estações Vila Mariana e Ana Rosa do metrô - Rogério Pagnan/Folhapress

No sábado (18), por volta das 6h, uma jovem pediu ajuda a funcionários da estação Vila Mariana dizendo ter sido estuprada —fora das dependências do metrô. Ela recusou encaminhamento hospitalar e não quis registrar nenhuma queixa oficial. Acabou sendo levada até a casa dos pais por funcionários da companhia estadual.

O caso foi seguido de uma onda de rumores nos últimos dias sobre ataques a mulheres na região da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, nenhum caso na região foi registrado no período pela Polícia Militar nem pela Polícia Civil, apesar da série de mensagens em redes sociais —com relatos sem comprovação nem pistas de vítimas, mas que acabaram se espalhando principalmente entre estudantes.

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