Descrição de chapéu Folha Verão

Praia baiana vizinha a Morro de SP é oásis para quem quer fugir do barulho

Em Cairu, uma das poucas cidades-arquipélago do Brasil, Garapuá é comparada ao caribe

Franco Adailton
Cairu (BA)

Uma das poucas cidades-arquipélago do Brasil, com 36 ilhas, Cairu é famosa no sul baiano pelas praias nas ilhas de Tinharé (Morro de São Paulo) e de Boipeba. Mas, na primeira delas, repousa um paraíso escondido para quem quer fugir da badalação das vizinhas: Garapuá.

Conhecida como o “Caribe Baiano”, trata-se de uma enseada com mar verde-claro, nos dias de sol, uma faixa de areia de 2,5 km, quase deserta, não fosse pela movimentação de pescadores, além de cerca de 600 moradores.

De águas calmas, a praia de Garapuá é aprazível para o mergulho nas piscinais naturais que se formam na maré baixa, onde é possível apreciar a vida marinha com água cristalina na altura da cintura de um adulto e usufruir de duas jangadas flutuantes que servem comidas e bebidas.

Para chegar às piscinais, que ficam a cerca de 800 metros da costa, o mais cômodo é pegar a embarcação que parte da praia por R$ 10, por pessoa. Também é possível ir a pé, pela faixa de areia, depois, sobre os corais, o que é melhor com sapatilhas de borracha.

Na maré alta, é possível mergulhar nas águas cristalinas dos manguezais na ponta norte de Garapuá, onde, com a ajuda de um snorkel, o banhista pode admirar o berçário da fauna marinha local.

O visitante pode contratar um passeio de duas horas, no valor de R$ 150, por pessoa.

A 500 metros da praia, uma lagoa com cerca de 3 km de extensão. Com coloração de ferrugem, a lagoa convida para o banho de água doce, com direito a mordiscadas de pequenos peixes, que fazem uma “limpeza de pele” gratuita.

Moradora de Salvador, a contadora Nana Ferreira, 56, recomenda. “Aqui, é para quem aprecia as coisas simples. Para quem vive numa cidade agitada, ouvir o som da natureza é maravilhoso”.

Saídos de Registro (a 191 km da capital paulista) em família, o biólogo Hélsio da Silva, 58, a aposentada Sílvia Borges, 60, e a enfermeira Juliana Borges, 29, foram até Garapuá, por recomendação de uma baiana radicada em São Paulo. 

“Ela nos falou tão bem de Garapuá que a gente tinha que conhecer”, disse o biólogo. “A gente veio sem nem ver fotos do local, mas a primeira impressão é que já valeu à pena”.

O trio optou pelo day use, que consiste em ficar hospedado em Morro de São Paulo, a 16 km de Garapuá, e fazer um passeio de um dia até o local, no valor de R$ 80 por pessoa, mas que não dá para explorar os atrativos sem pressa.

Pressa não é uma palavra que combina com o estilo de vida local. Por isso, conhecer Garapuá, de ponta a ponta, requer hospedar-se, pelo menos, por um final de semana em uma das cinco pousadas, com preços de R$ 80 a R$ 350.

Roberto Cerviño Rivas, o Pepê, 75, trocou a cidade de Salvador por Garapuá em 1985. Dez anos depois, levantou dois dos quatro quartos da Pousada Garapuá. 

“Bicho, cheguei aqui pelo mar. Era um dia de céu aberto, maré baixa. Fiquei extasiado com aquela baía linda à minha frente”, diz.

Não há agitação na vida noturna. Na vila, os moradores se recolhem por volta das 20h. Na praia, para quem gosta do contato com a natureza, a diversão é observar constelações, ouvir o som das marolas, sentir a brisa e caminhar com uma lanterna. Caso contrário, pode-se fretar um jipe para Morro de São Paulo.

 

Como chegar a Garapuá

CatamarãVocê pode pegar uma catamarã de Salvador para Morro de São Paulo, por R$ 96,66. De lá, pode pegar um barco para Garapuá

Ferryboat A outra opção é pegar um ferry boat de Salvador até a Ilha de Itaparica. O preço para carros pequenos é R$ 45, de segunda a sexta. Para pedestre, o valor é R$ 5 nos dias úteis. Da ilha, é preciso seguir por 109km (de carro ou ônibus) até Valença. De lá, é possível pegar uma lancha para Garapuá. A embarcação parte por volta das 13h, de segunda a sábado 

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