Descrição de chapéu Obituário Thomas Castilho (1977 - 2019)

Mortes: Apaixonado pelo Corinthians, pregava o diálogo na torcida

Thomas Castilho atuou na Gaviões da Fiel e destacava importância do diálogo

São Paulo

A paixão que o paulistano Thomas Castilho tinha pelo Corinthians nunca foi segredo para ninguém. Ele costumava dizer que era um amor passado de pai para filho, afinal, seu avô e seu pai também torciam pelo time Na juventude, já acompanhava de perto todos campeonatos. 

Certa vez, ele e o amigo Gustavo, com quem estudava no colégio Alves Cruz, decidiram ver o Corinthians jogar em Novo Horizonte, no interior de São Paulo. Como não podiam faltar à aula, saíram da escola no dia da disputa e foram para a quadra da Gaviões da Fiel, onde pegaram um ônibus para o estádio.

Enfrentaram seis horas para ir e outras seis para voltar, mas viram o time do coração ganhar. Chegaram a São Paulo já de manhã e foram direto para a escola, sem banho e com a mesma roupa do dia anterior. Para ele não tinha tempo ruim, quando o assunto era futebol.

Também na companhia de Gustavo o jovem seguiu para Ribeirão Preto para assistir a final entre o Corinhtians e o Palmeiras. Ele pegou emprestado o "Chapolin", como chamava o fusca vermelho de sua mãe, e como estava com febre, pediu que o amigo dirigisse. O cochilo durante o trajeto fez com que guardasse energia para vibrar em campo durante o jogo e comemorar a vitória corintiana.

Como associado da Gaviões, atuou em alguns cargos. Filho da jornalista e feminista Inês Castilho e do fotógrafo Ormuzd Alves, que trabalhou na Folha, Thomas priorizava o diálogo mesmo numa área onde os ânimos costumam estar exaltados.

"Ele chegou lá com uma voz mais conciliadora, com um discurso agregador. O lema da Gaviões, que é lealdade, humildade e procedimento, estava presente no Thomas de forma verdadeira", diz Gustavo.

Em 2018, o paulistano foi a Cuba para tratar-se de um tumor no cérebro, diagnosticado pouco tempo antes. Teve uma melhora, mas perdeu a batalha no dia 9 de fevereiro, quando morreu aos 42 anos. Deixou três filhos, a nova geração corintiana da família.


coluna.obituario@grupofolha.com.br

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