Greve dos servidores de São Paulo chega ao fim após acordo com Covas

Funcionários receberão por dias não trabalhados e voltarão a trabalhar na segunda (11)

Guilherme Seto
São Paulo

Após 33 dias de greve, os servidores municipais de São Paulo chegaram a acordo com a gestão Bruno Covas (PSDB) e voltarão a trabalhar na segunda-feira (11). Os funcionários protestavam contra a reforma da previdência na cidade, que aumentou a contribuição deles de 11% para 14%.

Em sua proposta aos servidores, Covas se comprometeu a reconhecer o direito à greve dos funcionários, pagando os dias que foram descontados deles por não comparecerem ao trabalho. O pagamento deverá ser feito por boleto em até sete dias úteis.

O prefeito comprometeu-se também a não encaminhar projeto de lei à Câmara que poderia aumentar ainda mais a contribuição dos servidores por meio das chamadas "contribuições extraordinárias", uma possibilidade aberta pela atual proposta de reforma previdenciária do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Também disse que concederá abono salarial emergencial —ou seja, um aumento por prazo determinado— de R$ 200 por mês aos funcionários de nível básico e de R$ 300 para os de nível médio da prefeitura. O abono valerá até a definição sobre a reestruturação das carreiras.

Covas também se comprometeu a discutir a valorização do piso salarial dos professores em abril.

A partir de segunda-feira (11) os servidores discutirão calendários de reposição de aula, no caso dos professores, e formas de compensação das faltas, no caso dos demais.

"Não foi um movimento que começou no dia 4. Começou em 2015 e teve seu ápice no ano passado, quando evitamos que o governo aumentasse a contribuição para até 19%. O movimento fez o governo abrir negociação, reconhecer que há necessidade de dialogar com os servidores",  diz o vereador Cláudio Fonseca (PPS), presidente do sindicato dos professores.

"Ainda que não tenham sido atendidas plenamente as reivindicações dos servidores, aqueles que participaram da greve saem de cabeça erguida", completa.

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