Alunos da rede pública de ensino de SP começam a ser vacinados contra o sarampo

A campanha de imunização termina em 16 de agosto

Patrícia Pasquini Cláudia Collucci
São Paulo

Alunos de escolas estaduais, municipais de educação infantil, creches, universidades públicas e privadas, e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da capital paulista começaram, nesta segunda (10), a serem imunizados contra o sarampo. A campanha de vacinação contra a doença termina em 16 de agosto.

Na rede pública estadual, a expectativa é vacinar 996 mil alunos de 1.126 escolas. A prefeitura não informou o número de serviços municipais da Educação e nem a quantidade de alunos alvos da campanha. 

Para cumprir a meta de vacinar 95% do público-alvo na capital paulista, a Secretaria Municipal da Saúde mobilizou 24.500 funcionários, sendo 8.000 da vigilância e 16.500 da atenção básica. "A maioria deixou a função administrativa e saiu a campo para atuar na campanha", disse a coordenadora da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), Solange Maria de Saboia e Silva.

A vacinação tem foco em duas faixas etárias: crianças de seis a 11 meses e 29 dias, e jovens de 15 a 29 anos, que concentra o maior contingente de pessoas que pode ter deixado de tomar as duas doses da vacina.

O primeiro grupo, além da dose da campanha, deve receber outras duas —aos 12 e 15 meses—, conforme preconiza o calendário nacional de imunização.

No total, até 1º de agosto, foram aplicadas 724 mil doses da vacina contra o sarampo, o equivalente a 24% da cobertura. 

Até o dia 30 de julho foram registrados 484 casos de sarampo na capital paulista.

Novo balanço do número de casos e de doses aplicadas será divulgado nesta terça-feira (6).

A doença

O sarampo é uma doença respiratória grave e contagiosa, transmitida por tosse, espirro e saliva. 

Os sintomas são febre alta, conjuntivite, tosse e o aparecimento de manchas vermelhas dois dias após o início da febre.

O paciente deve ter boa alimentação e hidratação, além de evitar as complicações da doença, que são otite, encefalite e pneumonia.

Funcionários da rede privada de saúde devem ser vacinados rapidamente

A Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) iniciou uma grande campanha pedindo que seus 740 mil profissionais de saúde se vacinem contra o sarampo imediatamente.

O apelo de mobilização do setor foi feito à entidade pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde.

A rede privada de saúde conta com 55 mil serviços no estado. Segundo Yussif Ali Mere Jr, presidente da Fehoesp, além da vacinação, estão sendo reforçadas instruções para conter o avanço da doença.

Casos suspeitos devem ser isolados e comunicados imediatamente às secretarias municipais de saúde e vigilância sanitária local.

Outra orientação é para que os serviços de emergência dos hospitais tenham um sistema de triagem rápido e seletivo.

Pacientes com suspeita de sarampo devem ser separados e não ficar na mesma sala de espera de outros pacientes, para que se evite a contaminação. “Cada paciente com sarampo pode contaminar de 16 a 17 pessoas”, diz Ali Mere Jr.

Segundo Ali Mere, muitos dos infectados em São Paulo são pessoas com planos de saúde e que procuram a rede privada.

“Como o sarampo é uma doença que estava praticamente erradicada e sem casos no estado, precisamos alertar os serviços de emergência dos hospitais para que adotem as medidas necessárias no atendimento aos pacientes com suspeita da doença.”
 

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