Descrição de chapéu Obituário José Joaquim da Silva (1939 - 2019)

Mortes: Difundiu a arte sacra e foi patrimônio de Pernambuco

Em 2007, Zezinho de Tracunhaém foi considerado patrimônio vivo da cultura pernambucana

Patrícia Pasquini
São Paulo

A imagem de são Francisco de Assis foi a primeira a ser eternizada pelo artesão e ceramista, José Joaquim da Silva, conhecido como Zezinho de Tracunhaém, após deixar o trabalho com cana-de-açúcar e entrar para o mundo da arte sacra. 

Pernambuco foi sua terra natal. Nascido no município de Vitória de Santo Antão, Zezinho chegou a Nazaré da Mata em 1961.

Durante visitas à cidade vizinha —Tracunhaém—, conheceu a artesã Lídia Vieira, que ofereceu a ele um pouco de argila e o apresentou à arte.

Zezinho de Tracunhaém (1939-2019) junto à família
Zezinho de Tracunhaém (1939-2019) junto à família - Arquivo pessoal

Desafiado pela colega e sem nunca ter tido contato com a modalidade, Zezinho esculpiu um casal de namorados para retratar a vida no campo e homenagear a esposa. A partir daí, pegou gosto pela arte e decidiu se especializar.

Em 1966, na primeira exposição, vendeu 60 peças e com o dinheiro adquiriu uma casa em Tracunhaém, onde morou até a morte.

O filho José Carlos Marques da Silva, 55, diz que seu pai fez dez exposições individuais pelo país, a maioria no Rio de Janeiro, e participou de outras 15 coletivas.

A nora, a farmacêutica Cristina de Lima, 44, conta que os momentos de lazer de Zezinho eram dedicados à criação das obras e para dar aulas de arte à família —sete filhos e dois netos tornaram-se artesãos.

Além de patrimônio vivo da cultura pernambucana, título recebido em 2007, recebeu diversas honrarias em reconhecimento ao seu trabalho, como o Troféu Construtores da Cultura Cidade do Recife (1992), entre outros. 

Zezinho de Tracunhaém morreu no dia 4 de setembro, aos 80 anos, após uma parada cardíaca. Deixa esposa, nove filhos, 15 netos e três bisnetos.

coluna.obituario.com.br

Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missas

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.