Descrição de chapéu Obituário Maria Amélia Chaib Moraes (1928 - 2019)

Mortes: Viveu à frente de sua época e foi uma tia amorosa e presente

Maria Amélia Chaib Moraes era professora do curso de engenharia de alimentos na Unicamp

São Paulo

Vanguardista, Maria Amélia Chaib Moraes sempre foi diferente das garotas da sua juventude.

Antigamente, as moças não eram preparadas para a faculdade e o trabalho, mas casavam e se engajavam nas atividades do lar.

“Ela sempre gostou de tudo o que era moderno, contrariando a sua época”, conta a sobrinha, a secretária Maria José Chaib, 60.

Maria Amélia Chaib Moraes (1928-2019)
Maria Amélia Chaib Moraes (1928-2019) - Arquivo pessoal

Ela fez três faculdades: farmácia, biblioteconomia e engenharia de alimentos. O primeiro curso, farmácia, foi na USP, onde conheceu o grande amor de sua vida. Para estudar na capital paulista, saiu temporariamente de Campinas (93 km de SP).

O fim do curso também representou o final do relacionamento amoroso, pois Maria Amélia retornou a sua cidade natal para seguir a carreira de farmacêutica.

Passados 25 anos, reencontrou a ex-cunhada na rua. Combinaram um almoço, que trouxe a oportunidade de rever o antigo namorado. Casaram-se em três meses. Maria Amélia estava com 47 anos. 

Ela não teve filhos, mas tornou-se a segunda mãe de seus sobrinhos. “Alegre e generosa, Maria Amélia se preocupava conosco. Ajudou todos os sobrinhos”, diz um deles, o funcionário público José Geraldo Moraes Chaib, 56.

A engenharia de alimentos a levou à Unicamp. Lá formou-se na primeira turma, foi professora do curso e chefe de pesquisa. Publicou três livros, trabalhou até os 70 anos, fez computação com 80 e realizou o sonho de conhecer vários países. 

Maria Amélia Chaib Moraes morreu no dia 4 de dezembro, aos 91 anos, de insuficiência renal. Viúva, deixa quatro sobrinhos, nove sobrinhos-netos e dois sobrinhos-bisnetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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