Quatro pessoas são presas após arrastão na avenida Paulista

Grupo formado por cerca de 10 pessoas teria se organizado para furtar celulares; testemunhas relatam gritos e correria

São Paulo

Quatro suspeitos de praticarem furtos em série no final da tarde deste domingo (19) na avenida Paulista, em São Paulo, foram detidos. Três deles tinham idades entre 18 e 19 anos e um era adolescente, com 13 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública. 

Até o momento, 45 vítimas procuraram o 78º Distrito Policial para registrar boletim de ocorrência, mas a maior parte preferiu fazer isso pela internet após receber orientação. Elas relatam que passeavam pela região quando foram abordadas por um grupo de pessoas que levaram seus pertences, principalmente aparelhos celulares.

Três suspeitos foram detidos pela Polícia Militar e o outro, pela Guarda Civil Municipal. Eles foram levados para a delegacia, onde foram reconhecidos pelas vítimas. 

O caso foi registrado como furto e associação criminosa. O adolescente foi liberado para o responsável e os maiores encaminhados para audiência de custódia.

A polícia ainda não sabe precisar, mas investiga o furto de dezenas de aparelhos por um grupo de cerca de dez pessoas.

A suspeita é que o grupo, formado por homens e mulheres, tenha combinado o arrastão pela internet. De acordo com testemunhas, na avenida, que fica fechada para veículos aos domingos, os criminosos furtaram celulares das mãos, bolsas e bolsos de pedestres e se organizaram para passar os aparelhos de mão em mão, em uma espécie de corrente. 

A avenida Paulista reúne milhares de pessoas em busca de lazer nos finais de semana - Rubens Cavallari/Folhapress

Imagens de câmeras de segurança instaladas na avenida poderão ajudar a polícia a identificar os criminosos. 

Nas redes sociais há alguns relatos do arrastão em um horário em que a Paulista estava cheia de pessoas aproveitando os momentos de lazer já tradicionais na avenida. 

"A gente sai do Rio de Janeiro para presenciar arrastão na Paulista", disse uma das testemunhas. "Vi pelo menos oito roubos a celular na Paulista hoje, todos em frente ao Masp, onde estava muito lotado", relatou outra pessoa.  

Cenas de vítimas correndo atrás dos ladrões de celulares também foram relatadas. 

"Estava descendo para o mirante do Masp, era aproximadamente 18h. Estavam começando a abrir as ruas quando as pessoas vieram em disparada, gritando", contou Thiago Chareti, uma das testemunhas da correria provocada pela onda de furtos. 

Em dezembro, o Agora, jornal do grupo Folha, mostrou que comerciantes da avenida viraram alvo de ataques de um grupo de crianças e adolescentes que, além de furto, chegava a jogar pedras e azulejos contra os estabelecimentos.

Ponto turístico, a Paulista também tem calçadas e ciclofaixas destruídas, barracas com pessoas em situação de rua espalhadas por todo lado e uma espécie de cracolândia perto da rua da Consolação. 

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas determinaram que o policiamento na região, feito pela PM e pela GCM, respectivamente, seja ampliado.

"No último domingo, foi a primeira vez que se registrou uma ocorrência com essas características, o que demandará novos planejamentos conjuntos entre a PM e a GCM", diz o texto.

Segundo o órgão, até o momento foram registrados dois B.Os, que são investigados pelo 78º DP. A equipe trabalha para identificar outros envolvidos.

"Também no combate aos furtos e roubos de celulares, a Polícia Civil realiza a Operação Mobile, que, em 2019, possibilitou na apreensão de 17.523 celulares e na prisão de 527 suspeitos de envolvimento neste tipo de crime na Capital", afirma a SSP em nota.

Com UOL

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