USP, Unicamp e UFMG são as universidades mais empreendedoras do Brasil

Realizado pela Brasil Júnior há três anos, ranking avaliou 123 instituições de ensino superior no país

Giovanna Reis
São Paulo

Em sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi divulgado nesta terça-feira (22) o Ranking de Universidades Empreendedoras 2019.

Realizado pela Brasil Júnior, confederação das empresas juniores brasileiras, o índice enumera as universidades mais empreendedoras do país e busca compreender quais práticas incentivam a inovação nas instituições de ensino superior.

Nesta terceira edição, foram classificadas 123 universidades de todos os estados brasileiros

Campus da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Pelo terceiro ano consecutivo, a instituição paulista lidera o Ranking de Universidades Empreendedoras - Gabriel Cabral/Folhapress

O primeiro lugar é novamente da USP (Universidade de São Paulo), com nota 7,36. Em todas as edições do ranking, a instituição paulista ficou no topo. Neste ano, foi também classificada como a melhor universidade do Brasil e da América Latina pelo Times Higher Education 2020.

Atrás dela, ainda no top 3, estão a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), com notas 6,71 e 5,83, respectivamente.

Colocação Universidade UF Categoria Região Nota
Universidade de São Paulo (USP) SP Estadual Sudeste 7,36
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) SP Estadual Sudeste 6,71
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) MG Federal Sudeste 5,83
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) RS Federal Sul 5,47
Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) MG Federal Sudeste 5,41
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) SC Federal Sul 5,19
Universidade Estadual Paulista (Unesp) SP Estadual Sudeste 5,14
Universidade de Brasíliia (UnB) DF Federal Centro-oeste 5,05
Universidade Federal de  Santa Maria (UFSM) RS Federal Sul 4,98
Universidade Federal de Viçosa (UFV) MG Federal Sudeste 4,98

A equipe realizadora define uma universidade empreendedora como uma comunidade acadêmica inserida em um ecossistema favorável e que desenvolva a sociedade por meio de práticas inovadoras. 

Para Renan Nishimoto, presidente executivo da Brasil Júnior, parceira do Prêmio Empreendedor Social, o ambiente acadêmico deve ampliar os horizontes do conhecimento nele produzido, em busca de maior impacto social.

"Mais do que ensino e pesquisa, as universidades têm sido constantemente exigidas a extrapolar seus muros e alcançar a sociedade com o conhecimento ali produzido. Para isso, é necessária a prática do empreendedorismo", afirma.

O presidente também aponta que, por meio da educação empreendedora, as instituições conseguem formar estudantes aptos a resolver os problemas contemporâneos, cada vez mais complexos e de impacto global.

Os critérios utilizados para classificar as instituições são inovação, extensão, cultura empreendedora, capital financeiro, infraestrutura e internacionalização.

A cultura do empreendedorismo universitário nos últimos anos apresentou crescimento significativo, o que segundo Nishimoto está relacionado ao impacto das edições anteriores do Ranking de Universidades Empreendedoras.

"Os rankings conseguiram fazer crescer a presença dessa cultura e das empresas juniores nas universidades. A prova disso é o exponencial crescimento das empresas juniores, que passou de 403 em 2016 para quase 1.100 em 2019. Outro exemplo é o da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul): a universidade contratou empresas juniores para a realização de projetos que culminaram na melhoria da instituição", relata o presidente da Brasil Júnior.

Em setembro de 2019, a Brasil Júnior realizou o 26º Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ), em Gramado (RS). O evento reuniu mais de 5 mil estudantes de universidades empreendedoras de todo o país para compartilhar conhecimentos e práticas de inovação e impacto social.

A 27ª edição do encontro será realizada no próximo ano em Natal.

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