SP tem 5.380 novos infectados pelo novo coronavírus em 24 horas

Estado soma 167.900 casos e 10.368 mortes; 5.499 pessoas estão em UTIs com a doença

São Paulo

O estado de São Paulo confirmou 167.900 novos casos de Covid-19 e 10.368 mortes nesta sexta-feira (12), segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde.

O número de infectados é 3,31% maior que o registrado nesta quinta (11), quando chegou a 162.520. As mortes também tiveram alta, de 2,19%, passando de 10.145 para 10.368.

Entre os mortos 5.979 são homens e 4.389 mulheres, com prevalência na faixa etária de 60 anos ou mais (73,5%).

A doença já se espalhou por 570 cidades paulistas e em 303 há pelo menos uma morte registrada.

Aumentam os números e também a circulação de pessoas nas ruas de comércio e perto de alguns shoppings. A nova fase do Plano São Paulo permite o afrouxamento da quarentena com o funcionamento restrito do comércio.

João Prats, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que é preciso ter cautela em relação às medidas de relaxamento da quarentena.

"A sempre gente sempre pode ter uma surpresa, segundo os modelos matemáticos mostram. Pode acontecer de termos que voltar ao isolamento mais rígido, porque os números continuam crescendo. Estamos numa situação mais tranquila hoje, devido à reserva de leitos de UTI, mas a situação pode piorar novamente. É uma possibilidade", afirma Prats.

Prats recomenda aumentar a fiscalização para melhorar a adesão ao distanciamento social. "É importante lembrar que o isolamento não acabou. As pessoas não devem esquecer de usar máscaras, fazer a higienização e manter o distanciamento. Não adianta abrir shopping se há aglomeração. É necessário estabelecer medidas de suporte para aumentar a segurança da população", diz o médico.

Nesta sexta, 14.056 pessoas com confirmação ou suspeita de Covid-19 estão internadas no estado. Destas, 8.557 estão em enfermaria e 5.499 em unidades de terapia intensiva. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 76,5% na Grande São Paulo e 69,1% no Estado.

A capital paulista está com 92.170 casos confirmados de Covid-19 e 5.252 mortes. Nos hospitais municipais, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 60%; entre os leitos contratados de hospitais particulares, a ocupação é de 82%. No total, 1.183 leitos de terapia intensiva permanecem ocupados.

Domingos Costa Hernandez Júnior, médico especialista em gestão de serviços públicos de saúde pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que em nenhum lugar do mundo houve flexibilização no momento de verticalização da curva ascendente de casos. Para ele, em São Paulo, o isolamento funcionou por um período, evitou mortes, mas chegou a um ponto em que não era mais possível controlá-lo.

"A abertura não atende aos protocolos epidêmicos. O isolamento poderia ter sido mais rígido, mas funcionou, porque evitou milhares de mortes. Com o passar do tempo, foi perdendo a adesão da população", diz Hernandez Júnior.

"A estrutura de São Paulo para atendimento ao pior momento da pandemia foi montada de forma tempestiva, é robusta e tem capacidade de suportar o aumento da demanda. A curva de novos casos não dá sinais de tendência a horizontalização, segundo casos apresentados até agora", afirma.

Com a chegada de dez respiradores, entregues pelo governo estadual, Santos (72 km de SP) abrirá dez novos leitos de UTI para o tratamento de pacientes com Covid-19. Nesta sexta, a cidade registrou 209 novos casos e passou de 5.535 para 5.744 —alta de 3,7% nas últimas 24 horas. A cidade totaliza 212 mortes em decorrência da doença.

Os equipamentos foram levados para a UPA Zona Leste, um hospital de campanha que hoje tem cinco leitos de UTI.

Com o incremento, Santos (72 km de SP) passa a contar com 290 leitos de terapia intensiva (adultos e infantis) exclusivos para o tratamento da doença, dos quais 150 são para pacientes assistidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Outros 25 respiradores foram enviados pelo governo do estado a cidades da Baixada Santista.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI em Santos está em torno de 70%, considerando unidades públicas e particulares de saúde.

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