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Brasil completa uma semana de recordes de média móvel de mortes por Covid, que chega a 1.423

País voltou a registrar mais de 1.700 mortes pela doença e teve o segundo maior número de casos já registrado, mais de 75 mil, mostra consórcio de imprensa

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São Paulo

O Brasil registrou 1.760 mortes pela Covid-19. Nesta sexta (5), o país completou sete dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos pela doença. O novo maior valor da média agora é de 1.423. O recorde anterior era de 1.361.

Dessa forma, o país completa 44 dias com média móvel de mortes acima de 1.000.

O número de óbitos registrados nesta sexta é o terceiro maior valor diário de toda a pandemia.

Como tem ocorrido, o elevado número de mortes é acompanhado por altas taxas de contaminação. Os últimos três dias fazem parte do ranking de datas nas quais foram registradas mais casos da Covid. Nesta sexta, foram 75.337 casos, no dia 3 foram 74.376 e no dia 4 foram 74.285.

O dia 8 de janeiro, com 84.977 infecções, ainda lidera o ranking, mas nele ocorreu uma revisão de dados do Paraná que elevou artificialmente o dado geral de casos do país.

Dias mais letais da pandemia

  1. 3 de março de 2021

    1.841 mortes e 74.376 casos

  2. 4 de março de 2021

    1.786 mortes e 74.285 casos

  3. 5 de março

    1.738 mortes e 75.337

  4. 2 de março de 2021

    1.726 mortes e 58.237 casos

  5. 25 de fevereiro de 2021

    1.582 mortes e 67.878 casos

  6. 29 de julho de 2020

    1.554 mortes e 70.869 casos (números foram elevados porque SP não tinha divulgado dados no dia anterior)

  7. 4 de junho de 2020

    1.470 mortes e 31.537 casos

O total de mortes no país já chegou a 262.948 e o de casos a 10.871.843, desde o início da pandemia.

O Brasil enfrenta o pior momento da pandemia, com situações críticas em todas as regiões do país e até mesmo colapsos em algumas áreas. Os níveis de ocupação de UTIs estão acima de 90% em diversas capitais.

Em nota técnica nesta semana, a Fiocruz alertou sobre o grave e inédito momento do país na pandemia. "Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Srag [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais".

Segundo o boletim, "os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a 'ponta do iceberg'".

O consórcio de imprensa também atualizou informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 25 estados e o Distrito Federal. O processo de imunização no país avança lentamente ao mesmo tempo em que a pandemia piora.

Foram aplicadas no total 10.552.244 doses de vacina (7.941.173 da primeira dose e 2.611.071 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

As vacinas disponíveis no Brasil são a Coronavac, do Butantan e da farmacêutica Sinovac, e a Covishield, imunizante da Fiocruz desenvolvido pela parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca. A vacina da Pfizer tem o registro definitivo, mas ainda não está disponível no país.

​O consórcio de veículos de imprensa foi criado em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.​​

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