Descrição de chapéu Coronavírus

Farmacêutica britânica anuncia que nova droga contra Covid-19 pode reduzir mortes e internações

Anticorpo monoclonal passou por estudos de fase 3, mas resultados ainda não foram publicados

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São Paulo

O anticorpo monoclonal VIR-7831, desenvolvido pela farmacêutica britânica GSK e pela americana Vir Biotechnology foi capaz de reduzir mortes e internações causadas pela Covid-19 em 85%, segundo um anúncio feito pelas empresas na quarta-feira (10).

De acordo com o comunicado, um comitê independente recomendou que os estudos de fase 3 com o medicamento não recrutassem novos participantes por já contar com evidência de eficácia. A indicação foi feita após a análise dos dados de 583 participantes do estudo.

As empresas não publicaram os resultados em nenhuma revista científica até o momento, mas informaram que planejam pedir autorização para uso emergencial na FDA (Food and Drug Administration), agência regulatória dos Estados Unidos. Os mesmos dados devem servir de base para pedidos de uso emergencial em outros países, mas as companhias não especificaram os locais onde também devem submeter as solicitações.

Fábrica da GlaxoSmithKline no Reino Unido - Reuters

Os estudos com os participantes que já receberam o medicamento devem prosseguir por mais 24 meses.

Quando um patógeno entra no corpo humano, o organismo começa a produzir naturalmente as proteínas que chamamos de anticorpos, e algumas delas podem neutralizar o invasor com eficiência. Um anticorpo monoclonal é a cópia de uma única proteína protetora que tem sucesso em bloquear a ação do vírus. Ela é produzida em células capazes de gerar várias cópias do anticorpo específico.

Complexos de serem produzidos, anticorpos monoclononais costumam ter custo alto e acesso difícil, porém.

Em um artigo publicado também na quarta-feira (10) no formato de pré-impressão (pré-print), ainda não revisado por outros cientistas da área, um grupo de pesquisadores ligados à Vir Biotechnology divulgou dados que indicam que o VIR-7831 é eficaz contra as variantes britânica (B.1.1.7), sul-africana (B.1.351) e brasileira (P.1) dos Sars-CoV-2 —pelo menos em experimentos in vitro, realizados em células em laboratório.

No início da pandemia, cientistas apostavam que um anticorpo monoclonal eficaz contra o coronavírus poderia estar disponível antes mesmo de uma vacina. As moléculas, apesar de caras, poderiam ser uma arma para conter o avanço da Covid-19.

Agora, vacinas são distribuídas pelo mundo todo, mas alguns locais como o Brasil sofrem com a escassez de imunizantes e ainda registra recordes de mortes causadas pela doença. Assim, um medicamento capaz de evitar novos óbitos pode ainda ser muito útil em meio à pandemia.

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