Ministério da Saúde enviará ao Maranhão 600 mil testes para busca de variante indiana

Primeiros casos foram confirmados nesta quinta-feira (20) no estado do Nordeste brasileiro

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Brasília

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que irá enviar 600 mil testes rápidos para o Maranhão para que possa ser feita a busca ativa de novos infectados pela variante indiana. Ele teme que possa ocorrer uma transmissão comunitária.

Primeiros casos da nova variante foram encontrados em tripulantes do navio MV Shandong da ZHI, que chegou à costa do Maranhão (Foto: Reprodução )

A intenção é fazer uma busca ativa em pessoas sintomáticas e assintomáticas. A previsão é que os testes sejam encaminhados neste domingo (23) para que se faça barreiras sanitárias em aeroportos e fronteiras.

Para isso, serão testadas pessoas em rodoviárias federais, estaduais, aeroportos e outras vias de acesso, evitando que um eventual infectado propague a nova cepa para outras unidades da federação. A declaração foi dada em coletiva neste sábado (22).

A ideia é que as equipes de saúde façam a triagem dos passageiros, buscando casos sintomáticos e assintomáticos. As pessoas farão primeiro um teste rápido, caso tenha dado positivo fará o teste RT-PCR.

Em caso positivo para o RT-PCR, a pessoa também será isolada e será feita a análise genômica para saber se corresponde a variante indiana.

​“Qualquer passageiro que tiver um teste rápido positivo fará RT-PCR com a pesquisa genômica com o intuito de possibilitar uma possibilidade da variante indiana. Estamos atentos a outros casos que surjam nos estados e a conduta será a mesma.”

Ônibus e carros que forem provenientes do Maranhão também passarão por ações de monitoramento no Terminal do Tietê, em São Paulo, e nas rodovias Dutra e Fernão Dias. Isso será feito em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

O Ministério da Saúde tem a previsão de ampliar essas medidas para todo o país e pretende distribuir ainda neste mês 2,4 milhões de testes rápidos para outras regiões. A intenção é dar prioridades para regiões de fronteira.

“Esses 2,4 milhões iremos distribuir preferencialmente em regiões de fronteiras com Argentina, Paraguai e também em aeroportos onde tenha trânsito de passageiros internacionais. Mas vamos adquirir mais testes para fortalecer o programa como um todo.”

Na última semana, o governo brasileiro anunciou a suspensão temporária de voos vindos da Índia, da África do Sul e do Reino Unido, devido ao risco de propagação da variante do coronavírus identificada no país asiático como B.1.617 e classificada de preocupação global pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os primeiros casos da variante indiana do coronavírus Sars-CoV-2 no Brasil foram confirmados nesta quinta-feira (20) no estado do Maranhão.

A Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão informou que a variante B.1.617 foi detectada em seis amostras coletadas em tripulantes do navio MV Shandong da ZHI, com bandeira de Hong Kong, ancorado em alto-mar na costa de São Luís, desde o dia 7 de maio.

Um dos tripulantes da embarcação, de nacionalidade indiana, está internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital particular de São Luís desde o sábado passado (15). Ele precisou ser levado de helicóptero do navio até a unidade de saúde.

Nas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), demonstrou insatisfação com a falta de diálogo entre a Saúde e o estado. "Ele [Queiroga] diz que debateu sobre o Maranhão com os secretários municipais de Saúde de São Paulo e do Rio. E com o prefeito de Guarulhos. Menos com o governo do Maranhão. É impossível até entender o que eles farão."

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