Descrição de chapéu Justin Timberlake

Justin Timberlake faz tributo polêmico a Prince no Super Bowl

Apesar de proibição de família, cantor foi homenageado durante apresentação

Justin Timberlake canta durante sua apresentação no intervalo do Super Bowl
Justin Timberlake canta durante sua apresentação no intervalo do Super Bowl - Matthew Emmons/USA Today Sports

Thales de Menezes
São Paulo

Justin Timberlake voltou ao show do intervalo do Super Bowl e, 14 anos depois da estreia, mais uma vez injetou polêmica em sua participação. Se musicalmente não mostrou nada demais, conseguiu gerar discussão ao prestar uma questionável homenagem a Prince (1958-2016), que nasceu em Minneapolis, cidade que abrigou o evento.

No sábado (3), quando surgiram boatos que Timberlake usaria uma projeção holográfica do herói local para um dueto digital no show, a família de Prince expôs em redes sociais que estava proibindo a iniciativa. 

Além do cantor ter manifestado mais de uma vez não gostar desse tipo de recurso tecnológico, Prince e Timberlake trocaram farpas em algumas oportunidades. Estiveram sempre muito longe de protagonizar uma amizade.

Mas, dentro de um medley de uma dezena que canções que apresentou, passando por centenas de dançarinos e modelos posicionados em vários palcos montados na arena, Timberlake dedicou um minuto e meio a sentar-se ao piano e cantar "I Would Die 4 U", música que Prince lançou no álbum "Purple Rain", de 1984.

Em uma tela estendida de modo meio tosco, talvez improvisado —substituindo o suposto holograma?—, a imagem de Prince apareceu ao fundo, em algo que não chegou a ser exatamente um dueto, mas deve provocar ira nos familiares do “homenageado”.

Assim, Timberlake volta a protagonizar um episódio no Super Bowl que vai além da música.

Em 2004, Timberlake vinha do sucesso de seu primeiro disco solo, "Justified" (2002), e foi um entre seis artistas que se revezaram no palco. Mas roubou a cena quando, em dueto com Janet Jackson, puxou a roupa da colega, que ficou com o seio exposto na maior audiência da TV americana. Na versão dos envolvidos, um acidente. Para alguns, uma grande e calculada jogada publicitária.

Neste ano, Timberlake teve cacife para ser atração única no intervalo, condição alcançada anteriormente por, entre outros, Paul McCartney, Rolling Stones, The Who, Madonna e, no ano passado, por Lady Gaga. E o momento não poderia ser melhor para Timberlake, que lançou na última sexta (2) o álbum “Man of the Woods”, que teve recepção da crítica dividida entre elogios e críticas.

No entanto, seus 12 minutos de atenção mundial não deram tanta bola ao novo álbum. Embora tenha começado com "Filthy", canção dançante e fraca que abre o disco, ele elencou trechos curtos de várias músicas da carreira, inclusive algumas de 2002, como "Cry Me a River" e "Rock Your Body".

No final, encerrou com "Can’t Stop The  Feeling!", sucesso de 2016 na trilha da animação "Trolls". Assim, ele praticamente escondeu seu novo álbum nessa apresentação.

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