Palmeiras sufoca São Paulo e mantém tabu em sua arena

Vitória por 2 a 0 no Allianz Parque é a sexta do time alviverde em seis jogos

O zagueiro Antonio Carlos puxa a camiseta verde do Palmeiras para comemorar o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, no Allianz Parque
O zagueiro Antonio Carlos, do Palmeiras, comemora o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, no Allianz Parque - Cesar Greco/Palmeiras
São Paulo

Desde o início do jogo, os torcedores que assistiam ao clássico entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque, pelo Paulista, percebiam que era uma questão de tempo para sair o gol do time da casa, que sufocava o adversário. E foi isso o que aconteceu.

Aos 9 minutos, a sexta vitória alviverde sobre o São Paulo em seu estádio começou a ser construída. O zagueiro Antonio Carlos, com marcação frouxa da zaga tricolor, fez de cabeça após cobrança de escanteio.

O time alviverde manteve a escrita de não perder pontos para o seu rival no novo estádio. Desde a inauguração do Allianz Parque, em novembro de 2014, foram seis jogos e seis vitórias palmeirenses no clássico, sendo três com goleadas: duas por 3 a 0 e uma por 4 a 0.

Ficou de alento para a torcida tricolor a classificação antecipada às quartas de final do Paulista. A vaga foi garantida com o empate em 0 a 0 da Ponte Preta com o Red Bull Brasil, em Campinas.

O time enfrenta na próxima fase o São Caetano, que empatou em casa em 0 a 0 com o Botafogo-SP e também se classificou no Grupo B, o mais fraco do torneio.

O São Paulo, que já perdeu os clássicos para o Corinthians e para o Santos neste Paulista, não reagiu.

Pelo contrário. Em um bom primeiro tempo, o Palmeiras empurrou o time tricolor para a defesa.

Com a maioria dos seus jogadores no campo do adversário e contando com os laterais no apoio, o time alviverde, que disputava sua centésima partida no Allianz Parque, frequentou a área do rival sem ser incomodado.

Aos 31 minutos de partida, a zaga do São Paulo falhou. O lateral Eder Militão errou a saída de bola e, em poucos toques, o Palmeiras consolidou sua vantagem.

A jogada do segundo gol teve início com uma invertida de bola que chegou para Vitor Luís. O lateral disparou um voleio, interceptado pelo goleiro Jean. No rebote, o artilheiro do Paulista, Borja, fez o sexto dele na competição.

Mais uma vez, a finalização saiu do meio da zaga, que não conseguiu impedi-la.

NENHUM CHUTE

O silêncio dos jogadores do São Paulo na saída para o intervalo era sintomático. Como o mapa dos chutes a gol dos primeiros 45 minutos. O Palmeiras acertou cinco vezes o gol adversário.

Duas vezes a bola entrou. Outras duas finalizações passaram perto da trave do gol de Jean.

Do lado do São Paulo, nenhum chute chegou ao gol. Duas bolas passaram por cima do travessão em finalizações de fora da área do peruano Cueva.  

Na volta do intervalo, o sinal claro do que havia sido os primeiros 45 minutos.

Dorival Júnior, que sabe que está pressionado no comando do time porque não consegue fazê-lo jogar bem, trocou três peças da sua equipe de uma vez. Pensando em, pelo menos, tentar atacar.

Saíram Hudson, Marcos Guilherme e Brenner. Para as entradas, respectivamente, de Shaylon, Nenê e Tréllez. Com as mudanças, o São Paulo melhorou, mas quem levava mais perigo era o Palmeiras, em contra-ataques.

Aos 37 minutos do segundo tempo, Borja marcou, mas a arbitragem assinalou impedimento, evitando uma nova goleada do time alviverde sobre o rival no estádio.

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