Em lágrimas, Murray diz que deseja encerrar carreira neste ano em Wimbledon

Ex-número 1 do mundo, tenista britânico sofre com lesão no quadril há cerca de 20 meses

São Paulo

O tenista britânico Andy Murray, 31, afirmou nesta quinta-feira (10), manhã de sexta (11) na Austrália, que planeja encerrar sua carreira na próxima edição de Wimbledon, em julho.

Duas vezes vencedor do Grand Slam disputado na grama de Londres, ele sofre há cerca de 20 meses com uma lesão no quadril e se submeteu a uma cirurgia no início do ano passado.

"Eu preciso colocar um ponto final porque estou apenas jogando sem ter ideia de quando a dor irá parar. Tomando essa decisão, eu acho que posso chegar até Wimbledon, que é quando eu gostaria de parar de jogar. Mas também não estou certo de que consigo fazer isso", afirmou o tenista em entrevista coletiva.

Além dos títulos em Wimbledon, entre as principais conquistas da carreira de Murray estão um troféu do US Open e duas medalhas de ouro em Jogos Olímpicos (Londres-2012 e Rio-2016).

Andy Murray chora durante entrevista na Austrália
Andy Murray chora durante entrevista na Austrália - William West/AFP

Ele disse que o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, que começa na segunda (14), também pode ser o seu último torneio, caso não veja uma melhora em suas condições físicas. "Não tenho certeza se posso jogar com essa dor por mais quatro ou cinco meses".

Apesar de afirmar que sente dor até para colocar suas meias, o tenista se disse capaz de entrar em quadra em Melbourne para enfrentar o espanhol Roberto Bautista Agut, seu adversário na primeira rodada.

Atualmente, Murray é o 230º colocado do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Ele liderou o ranking por 41 semanas, de novembro de 2016 a agosto de 2017.

Após ficar praticamente um ano sem jogar, o britânico voltou às quadras no meio de 2018, mas disputou apenas 12 jogos até o fim do ano. Em 2019, participou do torneio de Brisbane e acumula uma vitória e uma derrota até agora.

Uma grave lesão no quadril também foi o motivo da aposentadoria do brasileiro Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros, que fez sua última partida no circuito profissional em 2008.

O problema abreviou ainda as carreiras do sueco Magnus Norman, rival de Guga, e do argentino David Nalbandian, entre outro tenistas.

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