Entenda valores e detalhes do contrato do Corinthians com o BMG

Clube terá como valor fixo R$ 12 milhões, mas cifra pode aumentar

Luciano Trindade
São Paulo | Agora

O contrato de patrocínio do banco BMG com o Corinthians renderá ao clube R$ 12 milhões como valor fixo a partir de 2020, o segundo ano da parceria, conforme afirmou à Folha o diretor financeiro do time alvinegro, Matias Antonio Romano Ávila.

"Assinamos um contrato por três anos, no qual nós vamos ter no primeiro ano R$ 30 milhões e, no segundo ano, nós temos um mínimo de R$ 12 milhões", diz o dirigente.

 

O Corinthians receberá também 50% dos lucros que a instituição financeira obtiver com novas contas e serviços utilizados por torcedores corintianos através do aplicativo Meu Corinthians BMG.

Ainda de acordo com Ávila, o contrato entre as partes, anunciado na quinta-feira (17), tem duração de três anos e terá a sua performance financeira avaliada ano a ano. "Nós podemos sair no primeiro ano, não tem problema nenhum. Nós vamos avaliar a performance, se vale a pena para ambas as partes e tudo mais", afirma.

Em entrevista coletiva após a vitória sobre a Ponte Preta no último sábado (26), o presidente do Corinthians afirmou que o contrato tem validade de duas temporadas: "Esse ano e o ano que vem, para ver como vai ser essa plataforma. No final do ano que vem, discutimos novamente. Tem tudo para dar certo. Daqui dois anos vamos sentar e vamos ver”.

 

Quanto o BMG paga para o Corinthians?

Em 2019 foram R$ 30 milhões. O contrato prevê que o valor fixo anual é de R$ 12 milhões.

Esse valor pode aumentar?

Sim, de acordo com o lucro que o BMG tiver com novas contas e serviços do banco utilizados por torcedores do Corinthians. "O R$ 12 milhões não entra na conta. São R$ 12 milhões mais 50% do lucro que o banco tiver com as contas Meu Corinthians BMG", diz o diretor financeiro do clube, Matias Antonio Romano Ávila.

Houve adiantamento?

Sim. O presidente do Corinthians, Andrés Sánchez, confirmou em entrevista coletiva que os R$ 30 milhões são compostos por: "R$ 12 milhões desse ano, R$ 12 milhões do ano que vem e prevendo que terá lucro, pegamos mais R$ 6 milhões. Ano que vem, vem aquilo que der de lucro, 50% para o Corinthians".

Existe um teto para o que Corinthians pode receber?

Não. Durante a vigência do contrato, todo o lucro que o banco obtiver com as contas relacionadas ao Corinthians será dividido em 50% para cada parte. 

Sornoza com a camisa do Corinthians com patrocínio do BMG em partida do Paulista contra o Guarani
Sornoza com a camisa do Corinthians com patrocínio do BMG em partida do Paulista contra o Guarani - Eduardo Carmim/Photo Premium/Agência O Globo

Como é calculado este valor?

"O que tiver de lucro, a cada três meses, uma auditoria independente vai apurar e será repassado ao Corinthians”, explicou o Andrés.

O valor fixo é maior ou menor que o do último patrocínio do time?

É menor. A Caixa Econômica Federal foi o último patrocinador máster do clube. Em seu último ano de parceira, o banco estatal pagou R$ 30 milhões em 2017 (R$ 32 milhões em valores corrigidos pelo IPCA).

 Qual a diferença do que o Corinthians recebe em relação aos rivais?

O Palmeiras renovou o contrato com a Crefisa este ano por R$ 81 milhões por temporada por todas as propriedades do uniforme. O São Paulo recebe R$ 23 milhões anuais da MRV pelo patrocínio máster da camisa.

O BMG será patrocinador exclusivo?

Não, o Corinthians tem ainda outros seis anunciantes: Nike (fornecedora de material esportivo), Universidade Brasil (Ombros), Positivo (costas), PES (barra frontal da camisa), Joli (barra traseira da camiseta) e Poty (calção). Na soma dos patrocínios, o clube ganha cerca de R$ 76 milhões neste ano.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.