Contra o Palmeiras, Pablo vê chance de redenção do São Paulo

Atacante é principal esperança de gols do time tricolor no clássico

Toni Assis
São Paulo | Agora

Artilheiro do São Paulo na temporada, Pablo, 26, reconhece que o clube vive uma situação delicada.

O jejum de títulos da equipe, junto à eliminação precoce na Libertadores e ao risco de nova eliminação no Paulista fazem aumentar a cobrança sobre o time. Mas o atacante vê uma saída: o clássico deste sábado (16) contra o Palmeiras.

" É um jogo para recuperar a autoestima, a confiança, pois existe uma grande rivalidade", diz Pablo, que sabe que, tal como a vida o futebol é cheio de altos e baixos.

"Em 2017 tive um ano complicado. Meu pai teve um problema de saúde e ficou 64 dias na UTI. Um mês em coma. Foi pesado. Em compensação, o ano passado foi ótimo", conta. "O São Paulo não ganha títulos importantes há algum tempo, mas este ano temos a chance de voltar a brigar por títulos", completa.

Pablo, jogador do São Paulo, antes do treino no CT da Barra Funda
Pablo, jogador do São Paulo, antes do treino no CT da Barra Funda - Marcelo D Sants/FramePhoto/Agência O Globo

Você chegou ao São Paulo como principal reforço para a Libertadores, mas o time acabou eliminado precocemente. Como lidar com isso? A eliminação da Libertadores nos deixou muito tristes. Muito mesmo, mas a vida me ensinou que precisamos estar preparados para todas as situações. Nos momentos difíceis, temos de nos unir. Nos momentos bons, precisamos nos fortalecer ainda mais, ficar juntos, próximos. Temos aqui um grupo muito bom e queremos mudar essa situação.

O ano passado foi muito bom para você no Athletico-PR. Agora está num time em situação delicada. Como encara essa mudança de perspectiva? A vida é assim. Em 2017 tive um ano complicado. Meu pai teve um problema de saúde e ficou 64 dias na UTI. Um mês em coma. Foi pesado. Em compensação, o ano passado foi ótimo. Bem profissionalmente, minha mulher ficou grávida, meu pai se recuperou. Aqui temos grandes jogadores como Everton, Arboleda, Hernanes, Hudson. O São Paulo não ganha títulos importantes há algum tempo, mas este ano temos a chance de voltar a brigar por títulos.

Uma vitória sobre o Palmeiras muda tudo? É um jogo para recuperar a autoestima, a confiança, pois existe uma grande rivalidade. Mas não podemos esquecer dos momentos difíceis que passamos. É um aprendizado. É aprender com os erros. A eliminação na Libertadores, é um exemplo. Não podemos mais passar por isso.

Você é o artilheiro do time com quatro gols. Isso aumenta a sua responsabilidade no clássico? O que importa é o coletivo. O São Paulo tem que vencer o jogo, não importa com gol de quem. Estou ali para ajudar. Estamos trabalhando muito. Tivemos essa semana livre de folga, eu poderia ter ido para Curitiba ver a família, mas preferi ficar aqui. É semana de clássico, de jogo importante.

Você não foi para Curitiba, mas sua mulher veio para São Paulo com seu filho Enrico. A família por perto é um estímulo a mais? Claro que é. Levei um baita susto quando vi eles aqui. Depois do jogo vou estar com eles. Espero estar comemorando uma vitória. Se o jogo fosse no Morumbi, com certeza ela estaria lá com ele. Mas como é no Pacaembu e ele só tem um mês, acho que deve assistir em casa mesmo.

O nome Pablo é a variante espanhola de Paulo. Você já ouviu alguma brincadeira fazendo associação entre o seu nome e o do clube? Nas redes sociais brincam me chamando de San Pablo do Morumbi. Acho legal esse carinho da torcida. Ainda mais que o São Paulo tem muita tradição na América do Sul. E tenho muita vontade de ganhar títulos aqui.

No final do ano passado vários clubes brigaram pela sua contratação. Você optou pelo São Paulo. Qual o motivo dessa escolha? Foi uma junção de coisas. O São Paulo me escolheu e eu quis vir para o São Paulo. O clube tem uma raiz familiar. Meu avô é são-paulino, quase toda minha família torce para o Tricolor. Sempre tive o sonho de jogar aqui e agora isso é uma realidade. Estou muito feliz por poder vestir essa camisa que tem tanta história e tradição.

Você já disse que o convite do Raí teve um peso muito grande na sua decisão de vir para cá. Qual a sua relação com ele? O Raí é um jogador que ganhou muitos títulos aqui. Ele é muito importante para o futebol brasileiro. É um ídolo. No final do ano recebi muitas ofertas para sair do Athletico-PR, mas primeiro ele me ligou para falar do interesse e de como queria me utilizar. Ali já fiquei empolgado. Depois, quando ele ligou oficializando a negociação, foi uma alegria imensa.

O que você espera para 2019 com a camisa do São Paulo? Infelizmente não estamos mais na Libertadores, mas o Brasileiro vem aí e vamos brigar de igual com as outras equipes.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.