Descrição de chapéu Seleção Brasileira

Nike e Mastercard se dizem preocupadas com acusação contra Neymar

Empresas patrocinam o camisa 10 da seleção brasileira, acusado de estupro

Diego Garcia Marcos Guedes
Teresópolis

A Nike divulgou um posicionamento a respeito do caso Neymar nesta segunda-feira (3). Patrocinadora do jogador desde que ele tinha 13 anos, a marca disse estar acompanhando as acusações de estupro e crime de informática supostamente cometidos por ele.

"Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação", disse a Nike em comunicado enviado à Folha.

Neymar durante treino da seleção brasileira em 2015, com uma faixa da Nike na cabeça
Neymar durante treino da seleção brasileira em 2015, com uma faixa da Nike na cabeça - Eduardo Anizelli/Folhapress

O contrato atual de Neymar com a Nike, assinado em 2011, vai até 2022. A perda de patrocinadores é uma das preocupações do estafe de Neymar. O atleta atualmente possui 11 marcas anunciadas em seu site oficial.

Quem também mostrou preocupação com o caso envolvendo o atleta foi a Mastercard, outra patrocinadora do jogador.

"Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação", afirmou a empresa.

Já a a Red Bull, empresa de bebidas energéticas, informou que aguarda resolução do caso.

"O Neymar Jr é um parceiro da Red Bull desde 2010. É de responsabilidade das autoridades públicas determinar os fatos reais por trás desta séria alegação", afirmou a Red Bull, em nota enviada à reportagem.

Neymar foi acusado de agressão sexual contra uma brasileira em Paris. O boletim de ocorrência foi registrado pela suposta vítima na última sexta-feira (31).

No sábado (1º), o jogador se pronunciou por meio de um vídeo publicado em seu Instagram. Na postagem, o camisa 10 da seleção brasileira se defende da acusação e expõe as conversas com a suposta vítima, exibindo também imagens da mulher nua e seminua –com o rosto e partes íntimas borradas.

A Polícia Civil foi até a Granja Comary no domingo (2) buscar explicações do atleta. O jogador ainda não havia voltado de um período de folga, concedido a todo o elenco, e não foi ouvido pelos policiais. Na entrevista coletiva no centro de treinamento da seleção, Neymar foi defendido pelos colegas.

Na manhã desta segunda-feira (3), o Instagram já havia apagado o vídeo no qual Neymar se defende. Em entrevista à Band, o pai do jogador disse que prefere que seu filho tenha cometido um crime de internet a um crime de estupro.

Na entrevista coletiva, o técnico Tite se disse incapaz de julgar seu comandado.

Também nesta segunda, a Polícia Civil voltou à Granja Comary, desta vez para intimar Neymar a depor sobre a acusação na sexta-feira (7), no Rio de Janeiro. 

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