Descrição de chapéu Campeonato Brasileiro

Palmeiras perde invencibilidade no Brasileiro diante do Ceará

Time de Felipão vive momento de crise às vésperas das oitavas da Libertadores

São Paulo

Palmeiras viu sua invencibilidade de 33 jogos no Campeonato Brasileiro ruir na noite deste sábado (20), no Castelão, onde o time foi derrotado por 2 a 0 pelo Ceará. O último revés da equipe alviverde havia acontecido na 15ª rodada da edição 2018 do Nacional, 1 a 0 para o Fluminense.

A derrota foi um reflexo do fracasso na Copa do Brasil, torneio do qual foi eliminado na quarta (17), pelo Internacional nos pênaltis, após derrota por 1 a 0 nos 90 minutos do jogo de volta das quartas.

A vitória dos cearenses também deixa ameaçada a condição do Palmeiras como líder do campeonato. Neste domingo (21), o Santos terá a chance de alcançar os mesmos 26 pontos da equipe de Luiz Felipe Scolari em caso de vitória sobre o Botafogo, no Rio. 

 
Matheus Gonçalves comemora após fazer o 1º gol do Ceará contra o Palmeiras
Matheus Gonçalves comemora após fazer o 1º gol do Ceará contra o Palmeiras - LC Moreira - 20.jul.2019/FramePhoto/Folhapress

É com este cenário que o Palmeiras vai encarar o momento de maior pressão na temporada. Na próxima terça (23), o time enfrenta o Godoy Cruz (ARG), na Argentina, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, torneio tratado pelo clube como prioridade da temporada.

Há mais de um ano, aliás, o time alviverde não perdia dois jogos seguidos, como aconteceu neste sábado. A última vez ocorreu em 30 de maio de 2018, quando foi batido pelo Sport, por 3 a 2, quatro dias após também ter sido superado pelo Cruzeiro, 1 a 0, em duelos pelo Nacional.

Mais do que a sequência ruim, o desempenho do time é o que tem deixado a torcida mais preocupada. Assim como no Beira-Rio, o Palmeiras foi pressionado por boa parte do tempo no Castelão. O Ceará, que iniciou a rodada na 14ª posição, foi quem ditou o ritmo da partida.

O primeiro gol do jogo saiu ainda no primeiro tempo, quando Matheus Gonçalves teve duas chances antes de finalizar rasteiro, sem chances para Weverton, aos 31 min. 

Antes de validar o gol, o árbitro foi chamado para conferir o VAR, após reclamação dos jogadores do Palmeiras de uma suposta falta na origem da jogada. O juiz Rodrigo D'Alonso Ferreira estava próximo ao lance e havia mandado o jogo seguir. Enquanto analisava o lance no monitor ao lado do gramado, mostrou irritação por ter sido chamado para analisar a jogada e confirmou o gol do time da casa.

Durante o intervalo, Felipão, que escalou seus titulares para o confronto deste sábado --a única alteração em relação ao jogo contra o Inter foi a entrada de Gustavo Scarpa na vaga de Lucas Lima-- tentou mudar a postura de sua equipe. Sacou Scarpa e colocou Willian em campo, com objetivo de ter mais volume ofensivo. O time passou a explorar mais as laterais, mas abusou de cruzamentos. Deyverson não ganhou uma bola limpa.

Aos 22 minutos, o VAR voltou a entrar em ação. Desta vez, para anular um pênalti que o árbitro havia apontado em favor do Palmeiras. No lance, a bola resvalou na mão do zagueiro Luiz Otávio após cruzamento de Marcos Rocha. Na revisão, o árbitro considerou o toque involuntário.

Quatro minutos depois, o Ceará chegou ao segundo gol. O goleiro Diogo Silva fez uma ligação direta com o ataque em um tiro de meta, Felipe Melo resvalou de cabeça e a bola sobrou para Leandro Carvalho. Com categoria, ele encobriu Weverton, que saiu desesperado do gol.

Desde 24 de outubro do ano passado o Palmeiras não perdia um jogo por dois gols de diferença. A última vez ocorreu diante do Boca Juniors, quando os argentinos fizeram 2 a 0 no jogo de ida da semifinal da Libertadores. Na volta, um empate por 2 a 2 sacramentaria a eliminação palmeirense.

No Nacional, fazia ainda mais tempo desde o último revés com diferença superior a um gol. Foi em 3 de dezembro de 2017, quando o Athletico-PR fez 3 a 0 no Palmeiras na última rodada do Nacional.

O desafio de Felipão nos próximos dias será o de fazer com que essa rara sequência ruim de resultados do Palmeiras não contamine o grupo para a partida na Argentina.

A julgar pelos protestos da torcida palmeirense em Fortaleza, ainda antes da derrota para o Ceará --torcedores arremessaram pipocas na direção dos jogadores na noite de sexta-feira (19)--, o treinador palmeirense terá trabalho.

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