Cristiano Ronaldo, Djokovic e Hamilton reagem a incêndios na Amazônia

Atletas usam as redes sociais para protestar contra série de queimadas

São Paulo

O português Cristiano Ronaldo, o sérvio Novak Djokovic, o inglês Lewis Hamilton e os jogadores da NBA Kyle Kuzma, Luka Doncic e Pau Gasol são alguns dos atletas que se manifestaram nos últimos dias contra a série de queimadas que atinge a Amazônia.

Os astros do esporte também aderiram à hashtag #PrayforAmazonas (#RezePelaAmazônia). O Corinthians e o lateral direito do São Paulo Daniel Alves são outros exemplos de uso das redes sociais para protestar.

Em seu Instagram, Hamilton postou uma foto das queimadas e escreveu: "É devastador ver nosso mundo sofrer. A floresta amazônica está queimando a uma taxa recorde, e houve 80% mais incêndios neste ano em comparação ao ano passado. Se você ainda não fez, por favor poste sobre isso, é vital que continuemos a desencadear a ação".

kuzma, jogador de basquete da NBA, usa tênis com referência à Amazônia para protestar contra série de queimadas
kuzma, jogador de basquete da NBA, usa tênis com referência à Amazônia para protestar contra série de queimadas - Divulgação

O atacante português Cristiano Ronaldo também se manifestou nas redes sociais. "É nossa responsabilidade ajudar a salvar nosso planeta", escreveu.

Número 1 do ranking mundial de tênis, Djokovic usou o Twitter para promover a hashtag #PrayforAmazonas, postou uma foto dos incêndios e afirmou que a situação é desoladora.

O jogador de basquete Kuzma, do Los Angeles Lakers, usou um tênis escrito "Amazon" ao lado de um coração durante amistoso da seleção dos EUA, que se prepara para o Campeonato Mundial da China.

O lateral direito do São Paulo Daniel Alves, capitão da seleção brasileira de futebol, cobrou seus seguidores no Instagram. "Reclamam depois de desenvolvimento, de educação, de igualdade social, de direitos, mas esquecem sempre dos deveres. Lembrem-se: aqueles que não são capazes de cuidar do natural jamais terão direitos de  poderes sociais."

Na quinta (22), o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, usou luzes verdes em sua parte interna e externa para se posicionar a favor da preservação da floresta Amazônica.

O estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, se iluminou de verde na noite desta quinta-feira (22)
O estádio do Mineirão (administrado pela Construcap, dentre outras empresas), usou luzes verdes para pedir a preservação da Floresta Amazônica - Divulgação/Mineirão

Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) a partir de imagens de satélite, o Brasil já registra um aumento de 83% no número de focos de queimadas de janeiro até a última segunda (19) em relação ao mesmo período do ano passado.

O fogo também avança sobre áreas protegidas. Somente nesta semana, houve 68 ocorrências dentro de terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federais.

O estado campeão de focos de incêndio é o Mato Grosso, com 13.682 ocorrências, praticamente um quinto dos registros do país, aumento de 87% em relação a 2018. Em segundo lugar, aparece o Pará, com 9.487 focos até agora neste ano, explosão de 199% em relação ao ano passado.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a afirmar nesta quinta-feira (22) que ONGs são suspeitas de provocar incêndios na Amazônia.

Questionado sobre a possibilidade de fazendeiros serem os autores dos focos das queimadas, ele assentiu. "Pode, pode ser fazendeiro, pode. Todo mundo é suspeito, mas a maior suspeita vem de ONGs", afirmou Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada.

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