Descrição de chapéu Tóquio 2020

Havaiano vence Mundial de Skate Park em São Paulo

Em busca de classificação para Tóquio 2020, dois brasileiros subiram ao pódio

Adriano Vizoni
São Paulo

A disputa por pontos que podem garantir uma vaga na Olimpíada de Tóquio, em 2020, deixou emocionante a final masculina do Mundial de Skate Park, disputada neste domingo (15) no Parque Cândido Portinari, vizinho ao Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo.

Arquibancadas lotadas, sob um sol de quase 30°C, viram quatro brasileiros terminarem entre os oito finalistas. Dois deles subiram ao pódio: Luiz Francisco, que ficou em segundo lugar, com 85,5 pontos, e Pedro Quintas, que terminou na terceira posição, com 85 pontos.

O primeiro lugar ficou com o atual líder do ranking, o americano Heimana Reynolds, 21, natural do Havaí. Com 88 pontos, ele praticamente assegurou sua vaga para os Jogos de Tóquio, que marcam a estreia do skate como esporte olímpico.

 

A modalidade park reúne elementos construídos para a prática, como rampas de diversos tamanhos e bowls (pistas com formato de piscina). Já a categoria street, que também será disputada na Olimpíada, simula a paisagem urbana, com bancos, escadas e corrimões para manobras.

“Difícil encontrar palavras para descrever como eu estou feliz agora. Só quero agradecer toda essa galera que me deu muita força e ajudou a me superar. Eu não estava acertando as duas primeiras voltas e foi a torcida que me puxou para cima. É um título muito importante para mim”, disse.

Apesar de perderem o primeiro lugar, os brasileiros também brilharam. Com apenas 17 anos, Luiz Francisco fez uma última volta arrasadora. Já Pedro Quintas, que tem a mesma idade de Luiz, liderou a competição até a penúltima volta.

Homem sem camisa com skate sobre uma barra
O americano Heimana Reynolds foi o grande vencedor do Mundial de Skate Park - Adriano Vizoni/Folhapress

“Foi uma experiência muito legal. A galera andou demais na final. É uma energia muito louca ter a torcida toda vibrando. Isso me ajudou muito a garantir um lugar no pódio, que é o que importa. Fiz o meu melhor e agora que venha a próxima. Quero só evolução”, afirmou Pedro.

“No início eu estava chateado porque não tinha acertado nenhuma volta. Não gosto de deixar tudo para o final. Tento já ir bem nas primeiras voltas para ficar mais tranquilo. Mas acabou rolando assim e fiquei muito feliz com a segunda colocação”, disse Luiz, que pretende conquistar pontos suficientes para disputar a Olimpíada. “Agora é ver as outras janelas do ranking e buscar esses pontinhos. Espero conseguir chegar lá e que seja legal.”

Principal atleta brasileiro na categoria park, Pedro Barros, 24 anos, chegou a assumir a vice-liderança, mas acabou sendo ultrapassado e terminou em sexto. Mateus Hiroshi acabou em oitavo.

No sábado (14), Dora Varella e Isadora Pacheco representaram o skate nacional na final feminina, ficando com a sexta e a sétima colocação, respectivamente.

O Brasil pode classificar até 12 atletas para a competição —três no park feminino, três no park masculino, três no street feminino e três no street masculino. O número de participantes na competição vai depender do desempenho dos brasileiros ao longo de duas janelas classificatórias estabelecidas pela World Skate. A segunda delas termina em 31 de maio de 2020.

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