Descrição de chapéu Futebol Internacional

Jogador vítima de racismo em Portugal debocha de multa a clube

Moussa Marega se ofereceu a pagar os 714 euros ao Vitória de Guimarães

São Paulo

Vítima de racismo em um jogo contra o Vitória de Guimarães no último dia 16 de fevereiro, o atacante Moussa Marega, do Porto, debochou da multa imposta ao clube rival após incidentes com sua torcida em jogo do Campeonato Português.

Dos 17,9 mil euros (R$ 90 mil) que a Federação Portuguesa de Futebol anunciou como pena ao Vitória, apenas 714 euros (R$ 3.600) correspondem às manifestações contra Marega.

Marega, do Porto, faz sinal negativo para torcedores do Vitória de Guimarães após sofrer ofensas racistas
Marega, do Porto, faz sinal negativo para torcedores do Vitória de Guimarães após sofrer ofensas racistas - Miguel Riopa/AFP

Pelo arremesso de cadeiras no gramado, a FPF multou o clube mandante em 7.140 euros (R$ 36 mil). O uso de sinalizadores nas arquibancadas também rendeu punição maior que a aplicada pelas ofensas racistas: 4.017 euros (R$ 20,2 mil).

Em sua conta no Instagram, o malinês se ofereceu a pagar o valor e ajudar, em tom de deboche, o clube de Guimarães.

"Não! [714 euros] É muito! Posso pagar para ele [Vitória]?", postou o atacante, com emojis de polegar para baixo, em sinal de reprovação.

De acordo com a Federação Portuguesa, a multa não diz respeito às manifestações de racismo, mas sim a ofensas contra o atacante, o goleiro Marchesín e à própria liga portuguesa. Ainda segundo a entidade, foi instaurado um processo disciplinar que está investigando as ofensas racistas direcionadas a Marega e que, portanto, poderá apresentar multa relativa ao caso.

Moussa Marega marcou o segundo gol da vitória do Porto por 2 a 1 sobre o Vitória de Guimarães. Na comemoração, ele correu em direção à arquibancada visitante apontando para o seu braço. Torcedores do time da casa responderam arremessando cadeiras e objetos no campo.

O malinês chegou a pegar um dos bancos de plástico e colocar sobre sua cabeça, ironizando o ato. Dez minutos depois, sem que as ofensas cessassem, ele deixou o gramado, mostrando o dedo do meio para a torcida.

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