Ondas gigantes em Nazaré alimentam expectativa de novos recordes

Surfista brasileiro Lucas Chumbo foi um dos que aproveitaram a formação dos paredões

São Paulo

Vários surfistas especialistas em condições extremas tentam desde a manhã desta quinta-feira (29) dominar a força do mar na Praia do Norte, famoso local de Nazaré, que já desfruta das primeiras ondas gigantes do outono português.

Conforme anunciado pelas previsões meteorológicas, a manhã proporcionou na cidade localizada a cem quilômetros a norte de Lisboa condições excepcionais, apesar de um ligeiro nevoeiro, com ondas que podiam atingir os 20 metros de altura.

Desde a madrugada, Nazaré se tornou o ponto de encontro de centenas de curiosos e surfistas, de diferentes partes da Europa.

Apesar da pandemia de Covid-19, um grande grupo reuniu-se à volta do farol de Nazaré, que dá para uma falésia, sem respeitar em muitos casos o distanciamento social e o uso de máscara, segundo a reportagem da AFP. Isso fez com que as autoridades locais proibissem o acesso à área do farol.

O brasileiro Lucas Chumbo foi um dos que pegaram uma grande onda nesta quinta. Especula-se, ainda sem muito certeza devido às dificuldades do processo de medição, que ele poderá inclusive quebrar o recorde do paulista Rodrigo Koxa, de 24,4 metros, obtido em novembro de 2017.

A recordista entre as mulheres é a também brasileira Maya Gabeira, que em fevereiro deste ano surfou uma onda de 22,4 metros (73,5 pés), superando o seu próprio recorde –os 20,7 metros de 2018– e estabelecendo a nova marca inédita para a modalidade feminina.

"Eu não quero um terceiro recorde mundial. Não tenho a mínima intenção de surfar uma onda de 75 pés. Vou começar a rezar para [Nossa Senhora de] Nazaré não me dar uma onda daquelas de novo", disse Maya à Folha em setembro.

Com AFP

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