A afegã Manizha Talash, integrante da equipe de refugiados nos Jogos Olímpicos, foi desqualificada do breaking de Paris-2024 por revelar na sexta-feira no palco um casaco onde se lia "Libertem as mulheres afegãs", informou no sábado a Federação Internacional de Dança Esportiva.
"B-girl Talash foi desqualificada por ter mostrado uma mensagem política em sua vestimenta, violando a regra 50 da Carta Olímpica", declarou a federação em uma mensagem transmitida à AFP.
Esta regra impede os atletas de expressar opiniões políticas nos Jogos Olímpicos. No primeiro duelo do dia, a jovem de 21 anos enfrentava a neerlandesa B-girl India depois de ter mostrado um casaco azul com a mensagem.
Nascida em Cabul, cidade que está sob o regime dos talibãs desde 2021, B-girl Talash deixou seu país para se refugiar na Espanha com seus dois irmãos.
"Não saí do Afeganistão porque tinha medo dos talibãs ou porque não podia viver lá. Saí para fazer o possível pelas meninas do Afeganistão, pela minha vida e pelo meu futuro", havia declarado antes da competição.
Ela descobriu o breaking na internet aos 18 anos e participou de Paris-2024 através da cota de universalidade, na primeira aparição desta disciplina no programa olímpico.
Na sexta-feira, na Praça da Concórdia, ela perdeu na primeira rodada para sua rival neerlandesa, antes da desqualificação.
A japonesa B-girl Ami, de 25 anos, tornou-se a primeira campeã olímpica da história desta arte da dança que vem da cultura hip-hop.
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