Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
23/10/2010 - 15h22

Em jogo de estreia, seleção do Vaticano perde amistoso contra policiais italianos

Publicidade

DA EFE

A paixão pelo futebol mostra mais uma vez que não tem limites e não respeita fronteiras: uma seleção do Vaticano, contando inclusive com atletas brasileiros, entrou em campo neste sábado em amistoso contra um combinado de agentes da Guarda de Finanças, a Polícia financeira italiana.

O objetivo dos organizadores do jogo foi "recuperar valores tradicionais do esporte", como a solidariedade e o companheirismo, dentro da iniciativa beneficente "Un altro calcio è possibile" ("Outro futebol é possível", em tradução para o português).

A iniciativa foi aprovada por muitos importantes nomes da Igreja, caso do cardeal Tarciso Bertone, secretário de estado do Vaticano, que enviou uma carta que foi lida aos jogadores dos dois times antes do início do jogo.

O time do Vaticano contou com seminaristas de vários países do mundo, que por um dia deixaram de lado os livros de Teologia e vestiram calções e chuteiras para encarar os agentes de polícia.

O encarregado de comandar o time dos religiosos foi o ex-jogador e treinador italiano Walter Novellino, enquanto Gianni de Biasi, ex-técnico de Torino e Udinese, comandou os agentes, que venceram a partida por 1 a 0, gol de Giandomenico Martucci.

A estreia dos jovens religiosos defendendo as cores da Santa Sé dentro das quatro linhas deixa um pouco mais próximo o desejo 'terreno' do Vaticano de contar com uma equipe própria no futuro e até participar de competições oficiais internacionais.

A ideia já foi defendida pelo próprio Bertone antigamente, quando era arcebispo de Gênova (noroeste da Itália), e elogiava a qualidade das 'categorias de base' vaticanas, que contavam principalmente com latino-americanos e africanos.

Vestindo branco e preto (os calções amarelos não chegaram a tempo para o jogo), os jogadores que representaram o menor Estado do mundo procedem, além do Brasil, de países como Camarões, Papua Nova Guiné, Polônia e Estados Unidos.

São todos jovens clérigos e seminaristas que disputam a Clericus Cup, torneio que reúne há três anos religiosos de todo o mundo que estudam Teologia no Vaticano.

Embora a criação da futura seleção permanente do Vaticano pareça um pouco difícil por conta da pequena população, a Clericus Cup se tornou nestes anos uma referência para os jovens que a cada ano chegam ao Vaticano.

"O torneio conta com representantes religiosos e seminaristas de 65 países diferentes que realizam seus estudos de Teologia no Vaticano. É um verdadeiro mundial, aproxima as pessoas", explicou à agência Efe o diretor do torneio, monsenhor Claudio Paganini.

Ao fim do jogo, medalhas e apertos de mãos puseram fim ao evento, que pode ter sido o primeiro de muitos, se depender da intenção dos jogadores e organizadores, que garantem que futebol e religião não são rivais.

"Se você vai à missa às dez, almoça e depois vai ao estádio, há tempo para tudo", disse Paganini, entre risos.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página