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06/05/2007 - 22h08

Virada Cultural termina com saldo de 3,5 mi de pessoas; tumulto deixou feridos

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da Folha Online

Em sua terceira edição, a Virada Cultural reuniu mais de 350 atrações, apresentadas em 80 pontos de São Paulo. Segundo o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em entrevista coletiva à imprensa na Biblioteca Municipal, cerca de 3,5 milhões de pessoas assistiram às atrações do evento --que teve início às 18h do último sábado.

Durante o evento, uma verdadeira batalha aconteceu na praça da Sé e em outros lugares do centro de São Paulo. Um quebra-quebra tomou conta da praça da Sé na madrugada de domingo, durante o show do grupo Racionais Mcs.

Natalino dos Santos
Terceira Virada Cultural anima noite de sábado em São Paulo e reúne 3,5 milhões de pessoas
Terceira Virada Cultural anima noite de sábado em São Paulo e reúne 3,5 milhões de pessoas
Onze pessoas foram detidas. Um carro foi depredado, outro incendiado. Também houve furto de lojas e lanchonetes. Até a munição de um policial militar foi furtada, de acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública. Entre os detidos há três menores de idade. De acordo com dados oficiais, ao menos seis pessoas se feriram.

Para Kassab, as prisões ocorridas na praça da Sé foram "fatos isolados". "A Virada Cultural é nosso grande evento, porque mostra a força da cultura brasileira e a disposição do paulistano", disse o prefeito.

Confusão

A confusão começou por volta das 4h50. O grupo de rap composto por Mano Brown, Edy Rock, Kl Jay e Ice Blue havia tocado por cerca de 25 minutos quando algumas pessoas subiram em uma banca de jornal na lateral da praça e invadiram sacadas de prédios próximos.

Mastrangelo Reino/Folha Imagem
PM atira durante tumulto na praça da Sé
PM atira durante tumulto na praça da Sé
A PM exigiu que saíssem. A Força Tática entrou em ação, atirando balas de borracha e bombas de efeito moral enquanto o show acontecia. A resposta veio na forma de pedradas e garrafadas.

A violência se alastrou e virou pânico por volta das 5h30, quando centenas de pessoas correram em ruas estreitas para evitar se ferir. A briga subiu até as escadaria da catedral da Sé e ao próprio palco, que amanheceu com cheiro de lacrimogêneo.

Mano Brown, líder do grupo de rap, ora apaziguava os ânimos, ora cutucava a polícia. A apresentação foi interrompida no ápice da euforia da platéia, quando o grupo tocava "Vida Loka".

O metrô e a SP Trans reforçaram suas linhas durante o evento. Segundo o presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho, esta capilaridade é um dos responsáveis pelo sucesso da Virada Cultural, "porque permite às diferentes tribos ocuparem todos os cantos da cidade".

A Polícia Militar reforçou seu efetivo, que vai passar dos habituais 4.000 homens para 5.500 durante a Virada Cultural --contando policiamento extra nos principais corredores viários da cidade. O metrô e a SP Trans reforçaram suas linhas para atender ao público.

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Público assiste a performace no trapézio de argola no centro
Público assiste a performace no trapézio de argola no centro
Encerramento

Neste domingo, a vocalista Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, lamentou a violência, dizendo estar feliz ao ver que as pessoas continuavam na Virada, curtindo as apresentações com tranqüilidade.

Durante sua apresentação no palco boulevard São João, Moraes Moreira declarou que a Virada é um evento de paz e agradeceu o público pela presença.

Às 19h30, mais de 20 mil pessoas acompanhavam o show de encerramento da Virada Cultural comandado por Zélia Duncan no palco do boulevard São João, segundo a assessoria do evento. A música "Ando Meio Desligado", composta por Rita Lee, encerrou o show.

A quarta edição da Virada Cultural já tem data marcada, com data prevista para acontecer entre os dias 26 e 27 de abril de 2008.

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