Peça sobre Malala ensina positividade para tempos difíceis

Espetáculo é disponibilizado online no canal do Itaú Unibanco

São Paulo

Assim como as crianças do mundo todo que, hoje, precisam ficar em casa, um dia houve uma menina que também não podia sair de onde morava. Só que, em vez de o motivo ser uma quarentena, no caso da paquistanesa Malala o impedimento se dava pela ameaça de um grupo chamado Talibã, que controlava a aldeia em que ela vivia.

Elenco sentado em palco, usando trajes coloridos típicos do oriente médio
Cena da peça "Malala, A Menina Que Queria Ir Para A Escola" - Divulgação

A história dessa garota ganhou o mundo. Virou biografia lançada em muitos países em 2013, e, no Brasil, deu origem a “Malala, A Menina Que Queria Ir Para A Escola”, escrito pela jornalista Adriana Carranca.

Em 2018, o livro virou peça, que agora volta ao cartaz, mas de um jeitinho especial, por causa da pandemia: vai rolar toda via internet.

A iniciativa é do Itaú Unibanco, que comprou os direitos de exibição online do espetáculo, e agora o disponibiliza em seu canal no YouTube a partir de sábado (30), às 16h, até o dia 30 de setembro. Qualquer pessoa com acesso à internet pode assistir de maneira gratuita.

“Quando Malala precisou ficar em casa, com saudade da escola, dos passeios ao ar livre e, principalmente, das amiguinhas, Malala pode também se fortalecer, criando coragem para lutar por um mundo melhor. Os livros eram seus grandes companheiros”, ensina a atriz Tatiana Quadros, idealizadora da peça.

“Quando finalmente os talibãs foram expulsos do Vale do Swat, a voz de Malala ecoou pelos quatro cantos do mundo. Ela fez sua voz a sua maior aliada, da educação sua maior arma, da liberdade sua maior luta”, completa.

“Malala, A Menina Que Queria Ir Para A Escola” tem canções originais de Adriana Calcanhotto, adaptação de Rafael Souza-Ribeiro, e é dirigido por Renato Carrera. “Quem viu Malala de perto diz que ela tem uma energia impressionante. E isso vem da resistência às condições e de sua positividade. Ela sempre acredita que vai dar tudo certo”, avalia Carrera.

“O foco dela no estudo é transformador e superpotente. Cada vez mais estamos sendo forçados a não sonhar, inclusive pelo governo, e Malala tem isso de acreditar que no final vai vencer. Quando ela estava em coma, eu acho que foi sua positividade que a fez acordar”.

O diretor se refere ao período em que Malala ficou hospitalizada após ser baleada no rosto, em um atentado de militantes do Talibã que atiraram contra o ônibus escolar em que ela viajava. Malala sobreviveu ao ataque, e continuou sua luta pelo direito aos estudos e pela inclusão social de mulheres.

“Malala estava morando em Oxford, aonde foi estudar, e agora está de volta com o pai, com quem conversei recentemente e que me contou que eles estão aproveitando muito esse momento de quarentena para viver novamente os dias como família, fazendo atividades juntos”, conta Adriana Carranca, que escreveu o livro que inspirou a peça.

“Ela também tem postado mensagens que dizem que é possível aprender de casa”, completa. “Acho que, para aquelas pessoas que podem não sair de casa, esse momento pode servir para a reconexão e o convívio, coisas que foram tão presentes na infância da Malala e que muitas vezes a gente acaba perdendo quando fica adulto”.

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