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Cinema

'Capitã Marvel' apresenta heroína de poder cósmico em aventura arrebatadora

Numa roupa de borracha, Brie Larson é o maior símbolo do protagonismo feminino

Thales de Menezes

Capitã Marvel

  • Classificação 12 anos
  • Elenco Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law
  • Produção EUA, 2019
  • Direção Anna Boden e Ryan Fleck

A divisão de cinema da Marvel apostou pesado em "Capitã Marvel", mesmo que nos gibis da editora a personagem não seja esse sucesso todo. E o filme cumpre as expectativas. É uma aventura arrebatadora, com ação quase ininterrupta e a atriz certa para o papel da heroína.

No ano passado, o final de "Vingadores - Guerra Infinita" mostrou metade da população do universo virar cinzas por obra do megavilão Thanos. Entre os pulverizados, ícones como o Homem-Aranha. Numa cena pós-créditos, um pedido de socorro é enviado para a Capitã Marvel.

No próximo episódio dos Vingadores, que chega aos cinemas em abril, é esperado o destaque da personagem. Assim, virou obrigação nerd assistir antes ao filme que conta a origem da heroína.

O principal ponto positivo de "Capitã Marvel" é a esperteza para escapar do dilema habitual desse tipo de filme.

Se o enredo gasta muito tempo para contar como tal personagem ganhou seus poderes, fãs antigos podem se entediar. Mas, se não explicar a origem da heroína, o filme corre o risco de afugentar parte do público que não a conhece.

"Capitã Marvel" dilui em curtos flashbacks espalhados pelo filme as explicações sobre a trajetória da piloto de caças Carol Danvers e sua transformação numa criatura superpoderosa.

A ação começa com ela já inserida numa batalha entre duas raças alienígenas. Desmemoriada, ela combate ao lado dos krees contra os skrulls.

Enquanto ela está presa pelos inimigos, o público acompanha cenas de luta divertidas e bem sacadas.
A trama vai levá-la para a Terra dos anos 1990, onde ela tem alguns skrulls para perseguir. Seu contato com os humanos vai permitir que recupere a memória e descubra que está em seu planeta natal.

O filme escapa daqueles aborrecidos trechos em que os heróis partem para um bate-papo estéril. Há um mínimo espaço para algum humor e quase nada para qualquer interesse romântico da Capitã. Mas as sequências escassas sem socos, voos, raios e explosões são suficientes para Brie Larson ganhar a plateia.

Com charme, bom humor e criando uma personagem que esbanja confiança em seu poder cósmico, Larson é uma presença luminosa da tela. Às vezes, literalmente luminosa, brilhando como uma supernova.

Samuel L. Jackson, um dos atores mais escalados do cinema atual, desta vez vai além das pontas de luxo. Como Nick Fury, ainda sem o tapa-olho e antes de virar chefão da S.H.I.E.L.D., faz o tipo malandrão que ensina a desmemoriada Capitã a entender como as coisas funcionam na Terra. 

O inglês Jude Law tem pouco a fazer como o kree que é instrutor da heroína nas artes de combate.

Daqui a um mês, em "Vingadores - Ultimato", a Capitã Marvel vai encarar Thanos para salvar o Universo, tentando o que um bando de marmanjos superpoderosos não conseguiu no filme anterior dos Vingadores. 

Para quem procura um símbolo para o crescente protagonismo feminino no cinema, não existe um melhor do que Brie Larson numa roupa de borracha.

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