Descrição de chapéu The New York Times Cinema

Mulheres estão ganhando mais espaço no cinema independente, diz estudo

Elas estão dirigindo, escrevendo e produzindo mais filmes independentes que nunca

Cara Buckley
Nova York | The New York Times

Mulheres vêm fazendo filmes independentes mais do que nunca, segundo uma pesquisa recente, e em cada filme independente dirigido por uma mulher, são contratadas mais roteiristas, editoras e diretoras de fotografia mulheres.

​O estudo “Indie Women”, do Centro para o Estudo das Mulheres na Televisão e no Cinema da universidade San Diego State, analisou quase mil filmes exibidos em 22 festivais de cinema entre julho e este mês. As mulheres formaram quase um terço dos diretores, produtores executivos, roteiristas, diretores de fotografia e editores.

mulher observa pessoa deitada com cara assustada
Imagem do filme "Clemency", com a atriz Alfre Woodard - Reprodução

​Embora ainda haja duas vezes mais homens que mulheres exercendo essas funções, os novos números representam um salto em comparação com apenas 24% de mulheres uma década atrás.“Depois de muitos anos com números estagnados, este ano as mulheres conquistaram avanços consideráveis no número de papéis que exercem atrás das câmeras”, disse em comunicado a diretora executiva do Centro, Martha M. Lauzen.

O estudo incluiu festivais de cinema como os de Tribeca, do A.F.I. e o Sundance, onde foram mostrados filmes de direção feminina como “Clemency”, com Alfre Woodward, “Late Night”, com Emma Thompson e Mindy Kaling, e “The Farewell”, com Awkwafina. Os pesquisadores descobriram que nos filmes que tinham pelo menos uma mulher na direção, 72% dos roteiristas e 45% dos editores eram mulheres.

“Essa tendência contraria o viés amplo e aparentemente irredutível que sempre favoreceu as redes masculinas”, disse Lauzen. Nos filmes dirigidos exclusivamente por homens, 11% dos roteiristas e 21% dos editores foram mulheres.

As mulheres se saíram melhor como produtoras de documentários, exercendo 43% dessas funções nos documentários exibidos em festivais, e pior como diretoras de fotografia, exercendo apenas 16% dessas funções em filmes narrativos e documentais.

Tradução de Clara Allain 

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