Descrição de chapéu Artes Cênicas

Peça inédita de Otavio Frias Filho, 'Tutankáton' fica em cartaz até este fim de semana

Na esteira de sua estreia no palco, peça receberá uma nova edição, pela editora Cobogó

São Paulo

Com caixas espalhadas pelo palco e penduradas no teto, “Tutankáton” transporta o público ao Egito de 1.300 a.C. Primeira montagem da peça escrita por Otavio Frias Filho, que foi diretor de Redação da Folha até sua morte há um ano, a peça sai de cartaz no domingo (1º).

A obra foi criada em 1990, seis meses depois da queda do Muro de Berlim. O enredo traça um paralelo entre o derrotado socialismo soviético e o monoteísmo introduzido no Egito Antigo pelo pai de Tutankáton, numa das primeiras revoluções conhecidas e também derrotada, que desafiou o sistema religioso.

Quem assina a direção é Mika Lins, que chegou a discutir com Otavio como seria a montagem. Ela escalou para o trabalho um elenco quase todo negro, do jovem protagonista, Samuel de Assis, ao veterano Augusto Pompeo, que vive um juiz.

Na esteira de sua estreia no palco, “Tutankáton” receberá uma nova edição, pela editora Cobogó —antes, o texto havia saído pela Iluminuras, em 1991, e num volume da Cosac Naify, “Cinco Peças e uma Farsa”, em 2013. 

Ainda sem data para lançamento, a nova publicação traz “O Terceiro Sinal”, sobre a participação de Otavio, como ator, na montagem do Teatro Oficina para “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues.

Há também textos complementares de Marcelo Coelho, colunista da Folha, e da editora Fernanda Diamant, viúva de Otavio.

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