Afonso Pena avançou Brasil adentro com as ferrovias e redes de telégrafo

Advogado mineiro, que governou entre 1906 e 1909, é tema do sexto volume da Coleção Folha

Naief Haddad
São Paulo

Nascido em Santa Bárbara do Mato Dentro, atual Santa Bárbara (MG), Afonso Pena rompeu a hegemonia dos paulistas na Presidência. Chegou ao poder em novembro de 1906 graças a um acordo das oligarquias de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Àquela altura, início do século 20, o Brasil tinha, se tanto, um esboço de democracia. Num país de cerca de 20 milhões de habitantes, Pena se elegeu com só 288 mil votos. Ninguém assumia o cargo sem um arranjo entre as elites —a novidade era o PRP (Partido Republicano Paulista) em um plano secundário.

Afonso Pena e Nilo Peçanha, o sexto e o sétimo presidentes, respectivamente, estão no sexto volume da Coleção Folha - A República Brasileira. Escrito pelo historiador Pietro Sant’Anna, o livro chega às bancas
no próximo domingo, dia 20.

Pena lançou iniciativas para avançar pelas regiões Centro-Oeste e Norte. Promoveu a expansão da rede ferroviária, com o início da construção de várias estradas de ferro, como a Madeira-Mamoré, no atual estado de Rondônia. 

Também foi ele quem incumbiu o marechal Rondon de comandar a ampliação da rede telegráfica no Norte, o que implicava o mapeamento de parte da região amazônica.

Afonso Pena foi o primeiro presidente a morrer no exercício do cargo, o que ocorreu em junho de 1909. Coube ao vice, Nilo Peçanha, cumprir o restante do mandato.

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Os volumes podem ser comprados pelo telefone, pelo site, em bancas ou em livrarias: 

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  • tels. (11) 3224-3090 (na Grande SP) e 0800-775-8080 (outras localidades)
  • O lançamento nacional acontece neste domingo(22). A cada semana um novo volume chega às bancas.
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