Cidade de São Paulo vai esperar fase verde para retomar atividades culturais

Bruno Covas decidiu adiar reabertura de cinemas, teatros e museus a pedido da vigilância sanitária

São Paulo

Depois de quatro semanas na fase amarela da quarentena, a cidade de São Paulo teria permissão para reiniciar atividades culturais presenciais, de acordo com o Plano São Paulo do governo do estado, que determina o que pode funcionar e quando no estado.

No entanto, segundo o prefeito Bruno Covas, a capital paulista vai esperar ainda mais para retomar o setor.

“A vigilância sanitária do município pediu para que esperássemos o município entrar na fase verde para poder liberar a área cultural aqui na cidade. Já estamos com o protocolo pronto”, afirmou Covas nesta sexta-feira, questionado sobre a abertura de cinemas e outros locais.

Também nesta sexta o prefeito anunciou o adiamento do Carnaval de 2021 para maio ou julho do ano que vem, mas ainda sem uma data definida. A parada LGBT foi cancelada.

A nova decisão da prefeitura muda o que havia sido anunciado o governador João Doria no início do mês, que previa o retorno das atividades culturais ainda na fase amarela do afrouxamento da quarentena, com base no Plano São Paulo.

As fases do Plano São Paulo são calculadas a partir de índices que medem a capacidade de atendimento do sistema de saúde e a evolução da pandemia em cada região.

Para a fase amarela, dentre outras coisas, a cidade precisa ter menos de 60% de lotação nas UTIs –hoje tem 66,1%– e o número de novos casos na semana atual também deve ser menor do que o total da semana anterior.

Cinemas, teatros, salas de espetáculo, museus, galerias, bibliotecas, acervos e centros culturais estão contemplados pelas diretrizes do governo do estado na sua previsão, porém cada prefeitura tem autonomia para adotar medidas mais rígidas, se achar necessário.

Em qualquer cenário, os eventos estão sujeitos a limitações nos horários, redução na capacidade de público e obrigatoriedade do uso de máscara, higienização intensa e manutenção do distanciamento social mínimo.

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