Cinemas e teatros de São Paulo devem reabrir no fim de julho após flexibilização

Expectativa é que, na capital, atividades culturais com público sentado possam voltar a acontecer no próximo dia 27

São Paulo

Após quatro semanas na fase amarela e se o prefeito Bruno Covas permitir, a cidade de São Paulo terá finalmente seus cinemas e teatros de volta, graças à flexibilização de regras anunciada nesta sexta-feira (3).

As mudanças foram divulgadas pelo governador João Doria em entrevista coletiva no começo desta tarde. Além de cinemas e teatros, estão contemplados nas medidas salas de espetáculo, museus, galerias, bibliotecas, acervos e centros culturais.

Anteriormente, de acordo com o Plano São Paulo, anunciado para guiar a retomada da atividade em diversos setores no estado, esses espaços só poderiam reabrir nas cidades que alcançassem a última e mais permissiva fase da retomada, a azul –ou seja, quando as taxas de ocupação de UTI estivessem abaixo de 60%.

Com a mudança anunciada nesta tarde, as regras foram flexibilizadas e os espaços e eventos com público sentado poderão abrir na fase amarela, na qual a cidade de São Paulo e a região do ABC já se encontram. A projeção é que isso ocorra, na capital paulista, no dia 27 de julho.

O governador João Doria em coletiva de imprensa realizada no dia 1° de julho
O governador João Doria em coletiva de imprensa realizada no dia 1° de julho - Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, complementou, no entanto, que é necessário permanecer por 28 dias consecutivos na fase para que haja essa retomada.

As regras para a liberação de eventos e estabelecimentos incluem necessidade de compra de ingresso antecipada e online, capacidade limitada a 40% da ocupação, funcionamento de até seis horas diárias, assentos marcados e com distanciamento de 1,5 metro, uso obrigatório de máscara, horários pré-agendados, suspensão do consumo de alimentos e bebidas e controle de entrada.

Além disso, os responsáveis pelos espaços e eventos devem adotar outros protocolos gerais e específicos para o setor.

Já os eventos culturais com público em pé só poderão acontecer na fase verde. Para isso, essas atividades precisarão ter 60% de lotação máxima, com público distante a 1,5 metro, uso de máscara, compra antecipada, controle de acesso e, também, adoção de protocolos gerais e específicos.

A liberação de eventos em pé também não será imediata —será necessário permanecer na fase verde por mais 28 dias consecutivos.

Ao ser questionada sobre a decisão de alterar as normas e sobre uma possível pressão do setor cultural, Ellen afirmou que atualizações de planejamento de reabertura são comuns, citando estados como o de Nova York. Ela destacou que eventos sem controle de acesso e, portanto, com aglomerações, continuam sendo permitidos somente na fase azul, a última do Plano São Paulo.

O setor cultural tem sido um dos mais afetados pela atual pandemia de Covid-19. Salas de cinema paulistanas, por exemplo, já estão fechadas há mais de três meses.

"Recentemente eu disse aqui que a pandemia coloca todos nós na mesma tempestade, ainda que não no mesmo barco. Hoje temos a esperança de deixar para trás o mar revolto e estamos avançado em direção a uma retomada responsável", afirmou Doria na abertura da coletiva.

O governador reforçou, apesar das mudanças anunciadas, que a recomendação ainda é que as pessoas sigam em suas casas, especialmente aquelas que compõem o grupo de risco da Covid-19.

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