Lives no Brasil têm queda de audiência após explodirem nas redes sociais

Transmissões ao vivo nas plataformas digitais são quatro vezes menor do que no início do isolamento social

São Paulo

A produção e o consumo de lives no Brasil vêm caindo cada vez mais, como revelam dados do Google Trends. Embora a pandemia tenha inspirado pessoas no mundo inteiro a exibirem apresentações ao vivo nas redes sociais, o fenômeno está em queda no país e o interesse pela atividade está quatro vezes menor do que era em seu auge, em abril.

Shows de música, peças de teatro, apresentações de dança, bate-papos, encontros religiosos e tutoriais online tomaram conta das plataformas digitais no início do isolamento social, causado pela pandemia do novo coronavírus, e se tornou para muitos a única opção de entretenimento.

No mês de julho, no entanto, as lives não chegam a 25% do que eram em abril, período quando explodiram no Brasil. A partir do mês de maio já é possível identificar uma queda de 20% nas buscas pelo termo "live" na plataforma do Google.

Até mesmo Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, chegou a aparecer em algumas lives musicais para falar sobre as medidas de combate ao coronavírus e incentivar o cumprimento do distanciamento social.

Agora, com a flexibilização das medidas de distanciamento em alguns estados, outras atividades de entretenimento têm sido oferecidas ao público, como é o caso de shows em drive-ins. Seja pelo aumento de atividades desse tipo ou pelo sentimento de saturação das lives, as buscas pelas transmissões ao vivo vêm diminuindo.

Live Marília Mendonça
Live Marília Mendonça em live na quarentena - Reprodução/YouTube

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