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Oscar anuncia que filmes terão que abraçar diversidade a partir de 2024

Exigências são anunciadas após premiação ser acusada de não dar visibilidade às minorias

São Paulo

A Academia do Oscar anunciou, nesta terça-feira (8), que as produções que quiserem concorrer ao prêmio de melhor filme deverão seguir exigências a fim de abraçar a diversidade dentro e fora dos sets de produção.

Em nota publicada no site, a premiação informa que as novas exigências têm como objetivo "encorajar a representação equitativa dentro e fora da tela, a fim de melhor refletir a diversidade do público que vai ao cinema".

O comunicado diz, ainda, que para as novas exigências, a premiação se inspirou nos padrões de diversidade desenvolvidos pelo BFI (British Film Institute) e que são usados para algumas categorias do Bafta, por exemplo.

As regras passam a valer para a cerimônia do 96º Oscar, que acontecem em 2024. Para ser um candidato ao prêmio mais cobiçado da premiação, as produções devem atender a dois de quatro padrões.

O primeiro diz respeito a representação dentro do enredo ou elenco; o segundo trata sobre a equipe que vai integrar a produção dos bastidores; o terceiro exige diversidade entre estagiários e aprendizes e a quarta diretriz dialoga sobre a distribuição e marketing do longa.

Em junho, o Oscar já indicava mudanças na premiação ao anunciar que, a fim de ampliar a diversidade entre os indicados, dez filmes devem à categoria principal a partir de 2022.

O diretor Spike Lee e o apresentador Samuel L. Jackson durante a premiação do Oscar, em 2019
O diretor Spike Lee e o apresentador Samuel L. Jackson durante a premiação do Oscar, em 2019 - Mike Blake/Reuters

A decisão acontece após a premiação ser alvo de críticas de que poucas pessoas não brancas, LGBTs​, latinas e deficientes são premiadas. Em 2016, por exemplo, as redes sociais foram sacudidas pela campanha do #OscarsSoWhite, que criticava a ausência de negros entre atores indicados.

Neste ano, com o aumento dos protestos nos Estados Unidos contra o racismo sistêmico, cujo estopim foi a morte de George Floyd, filmes voltaram aos holofotes recentemente, como "E o Vento Levou", que se passa durante a Guerra de Secessão americana.

O longa, que venceu o Oscar, ganhou um vídeo introdutório na plataforma da HBO, apresentado por uma professora de cinema, Jacqueline Stewart, que adverte se tratar de “um documento importante das práticas racistas de Hollywood do passado”.

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Os quatro novos critérios do Oscar

  1. ao menos um dos protagonistas ou coadjuvantes deverão integrar grupos poucos representados, como negros ou latinos; ou 30% do elenco composto por grupos pouco representados; ou o enredo do filme tratar sobre esses grupos
  2. na equipe dos filmes ao menos dois cargos de liderança devem ser preenchidos por membros de grupos poucos representados, como mulheres ou pessoas com deficiência; ou 30% da equipe geral formada por pessoas destes grupos; ou seis integrantes da equipe devem representar minorias
  3. cargos de aprendizes e estagiários para grupos pouco representados nos estúdios, distribuidoras e produtoras, além de vagas de oportunidades e de treinamento para membros destes grupos;
  4. equipes de marketing e/ou distribuição preenchidas por membros de minoria e/ou em cargos de liderança nos estúdios e/ou produtoras preenchidos por membros de minorias
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