Erasmo Carlos reclama da patente da vacina e lança disco de clássicos aos 80

Artista apresenta o show 'O Futuro Pertence à... Jovem Guarda' neste sábado em São Paulo

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São Paulo

Desde que fez 80 anos, há seis meses, Erasmo Carlos já esteve na UTI por causa da Covid-19, teve gripe, ganhou sua primeira bisneta, gravou um novo álbum e saiu em turnê.

O Tremendão não desiste nunca e, neste sábado, ele faz um único show em São Paulo para divulgar as canções do novo disco, que, na verdade, todo mundo já conhece.

"São todas da época da Jovem Guarda, mas não só minhas e do Roberto. Regravei ‘Esqueça’ [de Roberto Carlos], ‘Ritmo de Chuva’ [de Demétrius], ‘Devolva-me’ [de Leno e Lilian], ‘O Bom’ [de Eduardo Araújo] etc. Me emocionei com ‘Alguém na Multidão’, que os Golden Boys cantavam muito", conta Erasmo.
Erasmo Carlos em show dos anos 1960, época de estouro da jovem guarda - Kanai/Acervo UH/Folhapress

Nesta sexta, o single de "A Volta", sucesso com os Vips, chega às plataformas de streaming. E, no ano que vem, chega o disco, inclusive com uma edição em vinil, que terá o mesmo nome do show atual, "O Futuro Pertence à... Jovem Guarda".

"Eu quis homenagear essa frase do Lênin. Ela inspirou o nome de nosso programa de TV nos anos 1960, que afetou o comportamento na época, influenciou jovens et cetera. Mas para além da parte musical, eu vejo algo além na frase. Ela é muito séria, fala das novas gerações, dos bebês que estão nascendo e por nascer ainda. E estamos cuidando muito mal dessas novas gerações, ninguém dá cultura, saúde e educação como elas merecem", lamenta.

A insatisfação de Erasmo Carlos com o mundo atual vai além. "O ódio, essa praga. Sabe, eu não admito que numa pandemia os governos não tenham liberado as patentes das vacinas e cobrem por ela. É assassinato em massa. É uma falta de bondade! Isso me irrita profundamente e me impede de ser totalmente feliz."

O artista passou 12 dias internado numa UTI em agosto deste ano devido à Covid-19. "Eu fiquei tão debilitado que achei que não daria mais para me recuperar. Perdi massa muscular. Fiquei com sequelas de respiração e de equilíbrio, mas fiz fonoaudiologia, fisioterapia e acupuntura."

No fim de novembro, Erasmo se apresentou em Porto Alegre, após dois anos sem fazer shows. Agora chega a São Paulo e, no fim de janeiro, no dia 23, cantará no Rio de Janeiro.

Apesar de focar as canções da jovem guarda, o novo álbum, que teve produção de Pupillo e direção artística de Marcus Preto, não foi gravado naquele velho estilo. "Os arranjos são todos atuais, contemporâneos. Tem sintetizador e não tem aquele órgão dos anos 1960. Estou muito satisfeito com o resultado, um dos melhores álbuns que já gravei."

E também está satisfeito por se tornar bisavô. Há quatro meses, sua primeira bisneta, Lua, nasceu nos Estados Unidos, onde seu neto trabalha e mora. "Ainda não consegui encontrar. Só a conheço por meio de fotos e filmetes", reclama. A jovem guarda, na família de Erasmo Carlos, tem nome de astro celeste.

O FUTURO PERTENCE À... JOVEM GUARDA

  • Quando sábado (18); casa abre às 20h e show começa às 22h
  • Onde Tom Brasil (Rua Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio)
  • Preço de R$ 100 a R$ 200 (nas bilheterias do local ou em www.eventim.com.br).
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