Trump assina ordem que proíbe compra da Qualcomm por Broadcom

Depois de sobretaxar aço e alumínio, presidente dos EUA volta a interferir na economia  

Sede da Qualcomm em San Diego, na Califórnia - Mike Blake / Reuters
Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem nesta segunda-feira (12) que proíbe a Broadcom de comprar a Qualcomm argumentando questão de segurança nacional.

A Qualcomm rejeitou a oferta de aquisição feita pela Broadcom, sediada em Cingapura, avaliada em US$ 117 bilhões. A proposta está sendo avaliada pelo Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, uma agência liderada pelo Departamento do Tesouro que analisa implicações para a segurança nacional geradas por aquisições de empresas norte-americanas por grupos estrangeiros.

"A proposta de aquisição da Qualcomm pela compradora é proibida e qualquer fusão ou aquisição substancialmente equivalente...está também proibida", afirma a ordem presidencial.

A ordem cita "evidência crível" que levou Trump a acreditar que a compra da Qualcomm pela Broadcom poderia ser uma ação que ameaça desequilibrar a segurança nacional nos EUA.

Esta é a quinta vez que um presidente dos EUA impede uma transação entre empresas com base nas objeções levantadas pela agência e também a segunda operação bloqueada por Trump.

A indústria de semicondutores está desenvolvendo chips de tecnologia de quinta geração (5G), que permitirão velocidades maiores de transmissão de dados sem fio.

Uma fonte da Reuters afirmou que se um acordo entre Qualcomm e Broadcom fosse concluído, os militares dos EUA teriam receio de que em 10 anos "haveria essencialmente uma empresa dominante nestas tecnologias e ela seria essencialmente a Huawei e as operadoras norte-americanas não teriam escolha. Elas teriam que comprar (equipamentos) Huawei."

A decisão de Trump destaca o perfil protecionista de seu governo. Na quinta-feira (8) o presidente  estabeleceu tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio importados ao país

Reuters
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