Reforma fiscal é necessária para Brasil seguir em recuperação, diz Ilan

Presidente do banco Central prevê uma inflação de 3,8% até dezembro deste ano 

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, em conferência sobre comércio e globalização em São Paulo
Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, em conferência sobre comércio e globalização em São Paulo - Nacho Doce / REUTERS
SILAS MARTÍ
Nova York

O presidente do Banco Central defendeu, em Nova York, a necessidade de uma reforma fiscal para manter a economia brasileira em rota de recuperação, acrescentando que essa deveria ser a prioridade do próximo governo.

“Precisamos da aprovação no Congresso no futuro, porque você não consegue os votos agora”, afirmou Ilan Goldfajn, falando na Universidade Columbia. “Deve ser a primeira discussão do novo governo, depois das eleições.” 

Numa apresentação PowerPoint, a mesma que mostrou em encontros fechados com investidores em Manhattan, o presidente do BC previu uma inflação de 3,8% até dezembro deste ano e 4,2% até o final do ano que vem. 

Suas projeções para o PIB também estão um pouco acima do último boletim Focus divulgado pelo Banco Central, que previu 2,76% de expansão – o gráfico de Ilan mostrava 2,8% para este ano.

Economistas, no entanto, vêm revisando para baixo as expectativas de olho num crescimento abaixo do esperado na indústria, no varejo e no setor de serviços ao longo desses últimos três meses.

Ilan também disse que o governo não trabalha com a possibilidade de reduzir as metas de inflação nos próximos anos, reconhecendo que há riscos com uma inflação muito baixa, mas que “por isso decidimos seguir estimulando a economia neste ano”.

Em visita oficial aos Estados Unidos, Ilan não quis falar com jornalistas até sua visita a Washington nesta semana, onde participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional, mas se reuniu com investidores em Manhattan mostrando esses mesmos números que discutiu com alunos da Columbia.
 

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