Bolsonaro diz que apoia caminhoneiros, mas critica bloqueios de estradas

Presidenciável também criticou o monopólio da Petrobras na definição do preço dos combustíveis

Jair Bolsonaro no aeroporto Luis Eduardo Magalhaes, em Salvador, nesta quinta (8) - REUTERS
João Pedro Pitombo
Salvador

O deputado federal e pré-candidato a Presidência Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira (24) em Salvador que apoia o protesto dos caminhoneiros por combustíveis mais baratos, mas criticou o bloqueio de rodovias.

"O bloqueio de estradas não é salutar. Parar os caminhões, 100% apoio meu. Mas para bloquear estradas não tem meu apoio", disse o presidenciável, citando um projeto de lei de sua autoria que prevê punições mais pesadas para protestos que impeçam o direito de ir e vir das pessoas.

Para Bolsonaro, a paralisação dos caminhoneiros foi uma reação da categoria a um cenário que inclui preços dos pedágios, multas, condições das estradas, roubos de carga e preços dos combustíveis.

Ele também criticou a política praticada nos governos dos ex-presidentes Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT) de subsídio ao crédito para compra de caminhões. Segundo ele, o aumento do crédito ampliou a frota de caminhões e fez cair o preço dos fretes.

Por fim, Bolsonaro criticou o monopólio da Petrobras na definição do preço dos combustíveis. E afirmou que os reajustes são para "tapar buraco de corrupção" e agradar os governadores dos estados, que arrecadariam mais com ICMS. 

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