Venda de móveis e eletrodomésticos sofre maior queda do setor varejista em julho

Comércio teve retração de 0,5% no mês, na comparação com junho de 2018, segundo IBGE

São Paulo

As vendas do comércio varejista no Brasil caíram pelo terceiro mês consecutivo, segundo o IBGE, frustrando expectativa de economistas que esperavam alta.

O desempenho de julho, na comparação com o mês anterior, foi de queda de 0,5%. Pesquisa feita pela Reuters projetava alta de 0,3% para o período.

Em meio ao cenário de atividade econômica lenta e desemprego ainda alto, embora a inflação no Brasil permaneça em níveis baixos, o setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.

O destaque veio dos setores de móveis e eletrodomésticos, cujas vendas caíram 4,8% em julho, após alta de 4,8% em junho.

"Móveis e eletrodomésticos e Outros foram as principais âncoras devido ao bom desempenho em junho com a promoção de vendas de TVs em razão da Copa do Mundo", explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Beliche à venda
Vendas do setor de móveis e eletrodomésticos caem 4,8% em julho - Ricardo Borges/Folhapress

O segundo pior resultado veio das vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, com retração de 2,5%. Tecidos, vestuários e calçados tiveram o terceiro pior resultado (-1%) das atividades analisadas. Os três grupos com os piores desempenhos representam juntos 30% do total do varejo.

Em movimento oposto ao dos móveis e eletrodomésticos, que subiram em junho e caíram em julho, as vendas do grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 1,7% após apresentar queda de 3,6% no mês passado.

Combustíveis e lubrificantes apresentaram variação positiva de 0,4% nas vendas, e os artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria tiveram alta de 0,1%.

Quebra de movimento

Na comparação com o mesmo mês de 2017, as vendas do setor tiveram variação negativa, interrompendo uma sequência de 15 taxas positivas consecutivas.

O recuo de 1% na relação entre os meses de julho de 2017 e julho de 2018  traz como destaque o desempenho do grupo de livros, jornais, revistas e papelaria, com retração de 10,1%. A segunda pior venda vem dos combustíveis e lubrificantes (-9,2%).​

Com Reuters

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