Bolsonaro passa para Paulo Guedes anúncios sobre comando da Petrobras e BC

Presidente eleito diz que economista irá decidir sobre futuro Ivan Monteiro e Ilan Goldfajn

Brasília | Reuters

 O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (7) que não está prevista a permanência de Ivan Monteiro na presidência da Petrobras a partir de janeiro, mas afirmou que o assunto será tratado por seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em entrevista, Bolsonaro ainda foi indagado sobre a possível continuidade no cargo do atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, mas também atribuiu a decisão à alçada de Guedes, que comandará um superministério da Economia na gestão do capitão da reserva do Exército.

“Não está previsto, não. Tem que falar com o ‘Posto Ipiranga’. Quem vai tratar deste assunto é o Paulo Guedes”, disse Bolsonaro, após ser indagado por repórteres sobre se Monteiro seguirá à frente da Petrobras.

Na véspera, ao responder perguntas de jornalistas, Monteiro afirmou que não teve diálogo ou convite do presidente eleito para ficar no cargo, mas sinalizou que, caso seja de fato convidado, conversará sobre o assunto.

Bolsonaro, que apelidou Guedes de “Posto Ipiranga” ainda durante a campanha eleitoral, ao direcionar a seu assessor perguntas sobre economia, também indicou o futuro ministro como responsável ao ser questionado sobre a possibilidade de manter Ilan no comando do BC.

“Pode ser. O Paulo Guedes já tem tudo rascunhado, está em vias de anunciar”, respondeu.

“Não conversei com o Paulo Guedes hoje ainda, só dei bom dia para ele, mais nada”, disse.

Bolsonaro também falou que o Ministério do Trabalho será extinto e incorporado por outra pasta. Ele não adiantou, no entanto, qual ministério poderia agregar as funções.

O presidente eleito também afirmou que um diplomata assumirá o Ministério das Relações Exteriores a partir de janeiro, mas não antecipou nomes.

“Assim como na Defesa vai ter um [oficial general de] quatro estrelas, lá [no Ministério das Relações Exteriores] vai ter um diplomata também”, disse Bolsonaro.

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