Descrição de chapéu Previdência

Clima para aprovar Previdência no Congresso 'é muito bom', diz secretário

Rogério Marinho reafirma apresentação de projeto para militares até o dia 20 exigindo mais tempo de serviço e contribuição

Nicola Pamplona Lucas Vettorazzo
Rio de Janeiro

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse nesta sexta (15) acreditar que o clima para aprovação da Reforma da Previdência no Congresso "é muito bom". Ele afirmou, porém, que "não há gordura" no projeto que foi apresentado pelo governo no dia 20 de fevereiro. 

Marinho diz que, desde a apresentação do texto ao Legislativo, tem visitado bancadas e que já recebeu "mais de 50" parlamentares. "O clima é muito bom. Esse é o momento de aprovar a reforma da Previdência", comentou, em palestra durante evento na FGV do Rio.

Ele citou ainda o apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), como positivo para garantir a tramitação do texto. "O Rodrigo tem visão sólida da necessidade da reforma e Davi está extremamente afinado conosco."

Em rápida entrevista antes de discursar, Marinho evitou estimar prazos para a votação, dizendo que o Congresso tem o seu próprio tempo. Ele comentou, porém, que, caso os parlamentares decidam manter privilégios a determinados setores, terá que explicar à sociedade o custo.

"Se houver entidade que tenha algum benefício especial, será preciso mostrar quanto isso vai custar e que isso vai significar menos investimentos em casas populares e na saúde", afirmou o secretário. Ele frisou que o texto final será definido pelo Congresso, mas disse que a proposta do governo "não tem gordura".

"Foi apresentado dentro do que nós achamos adequado, do que achamos ideal para recuperarmos as finanças do Brasil, para impedir o crescimento da dívida explosiva", defendeu. Segundo o governo, a reforma economizaria R$ 1 trilhão em dez anos.  

Em sua palestra, ele reforçou a defesa de que a reforma ataca privilégios e é fundamental para o ajuste fiscal.

"Não é agenda de governo, não é agenda de partido político, não é agendas de presidente, é uma agenda de Brasil, da sociedade brasileira.

MILITARES

Ele reforçou que o governo pretende apresentar até o próximo dia 20 a proposta de reforma da Previdência dos militares. Na entrevista, evitou dar detalhes, mas confirmou que o governo pretende propor aumento do tempo de serviço e das contribuições, como tem sido noticiado.
Servidores estaduais da segurança pública e bombeiros devem seguir algumas das regras que serão apresentadas aos militares.

Marinho afirmou ainda que, após a aprovação da reforma da Previdência, o governo planeja lançar um projeto de reorganização de carreiras no serviço público federal. Um dos pontos a ser atacado, disse, é a velocidade na progressão dos servidores.

"Um jovem passa em um concurso e, em cinco, seis ou sete anos, já está no teto das remunerações, e isso gera toda a sorte de distorções", argumentou. Ele não deu detalhes sobre como e quando será feita essa proposta.
 

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